Mulher palestina morreu no hospital de Beit Jala após ser baleada por soldados israelenses perto de Husan, na região Sul da Cisjordânia
Reprodução/redes sociais
Mulher palestina morreu no hospital de Beit Jala após ser baleada por soldados israelenses perto de Husan, na região Sul da Cisjordânia

Soldados israelenses mataram uma mulher palestina, neste domingo, perto de Husan, na região Sul da Cisjordânia , informou o Ministério da Saúde palestino. O exército israelense confirmou ter disparado contra a mulher e afirmou que ela se aproximava "de forma suspeita" dos soldados apesar dos "tiros de advertência" para dissuadi-la.

Ainda segundo o exército de Israel, a vítima recebeu os primeiros socorros no local pelos soldados e depois foi atendida pelo Crescente Vermelho palestino. De acordo com o Ministério da Saúde da Palestina, a mulher chegou gravemente ferida ao hospital de Beit Kala, perto de Belém, onde morreu após perder muito sangue.

O caso ocorreu durante operação das forças israelenses que tiveram início após um atentado executado por um palestino que matou três pessoas em Tel Aviv, na última quinta-feira . O ataque foi celebrado pelos grupos Jihad Islâmico e Hamas, dois dos principais movimentos islamitas armados, mas foi condenado pelo presidente da Autoridade Palestina, Mahmoud Abbas, e pelo chefe do partido laico Fatah.

Na manhã de sexta-feira, o autor dos disparos, identificado como um palestino de 28 anos natural da cidade de Jenin, na Cisjordânia, foi morto em uma troca de tiros em Jaffa, nos arredores de Tel Aviv.

No mesmo dia, o premier israelense, Natfali Bennett, deu o que chamou de "liberdade de ação" às suas forças de segurança para "derrotar" a nova onda de "terror" no país. O ataque em Tel Aviv de quinta-feira foi o quarto em pouco mais de um mês, e ainda não se sabe se eles estão, de alguma forma, conectados entre si.

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Neste sábado, como parte da operação iniciada por Israel, no campo de refugiados de Jenin, no Norte da Cisjordânia, um palestino morreu e 12 ficaram feridos. A organização Jihad Islâmica disse, em comunicado, que um de seus combatentes, Ahmed al-Saadi, de 23 anos, foi morto durante o confronto.

Segundo o exército israelense, "atiradores dispararam contra as forças armadas e contra a polícia de fronteira que faziam uma operação no campo de refugiados de Jenin" e “em resposta, as tropas dispararam contra os atiradores”.

— Com informações de agências internacionais

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