Após mais de 1,4 mil pessoas fugirem na quinta, situação em Mariupol voltou a ficar complicada
Reprodução/Ansa - 01.04.2022
Após mais de 1,4 mil pessoas fugirem na quinta, situação em Mariupol voltou a ficar complicada

Três  hospitais de Mykolaiv, no Sul da Ucrânia, foram atingidos por bombardeios entre domingo e segunda-feira. Neste dia, ataques ocorreram enquanto uma equipe de quatro pessoas da organização Médicos Sem Fronteiras (MSF) estavam numa unidade oncológica da cidade. O hospital pediátrico regional, situado a cerca de 300 metros do primeiro, foi igualmente atingido.

"Diversas explosões aconteceram perto do lugar onde estava nossa equipe, durante um período de dez minutos. Enquanto deixava o local, a equipe de MSF viu várias pessoas feridas e pelo menos uma morta. Apesar disso, não temos condições de dar números exatos de vítimas. Felizmente, nosso pessoal conseguiu se proteger e não ficou ferido nas explosões, apesar de os vidros de seu carro, que estava estacionado do lado de fora da entrada do hospital, terem sido despedaçados pelas explosões", contou em comunicado Michel-Olivier Lacharité, coordenador da organização na Ucrânia, atualmente baseado em Odessa.

Conforme a MSF, logo após as explosões, havia vários buracos no chão, espalhados por uma grande área, o que pode indicar o uso das “cluster bombs”, ou bombas de fragmentação, cujo uso é proibido em mais de 100 nações. O hospital de oncologia atende feridos desde o início da guerra e fica em uma área residencial no leste da cidade.

"O bombardeio de uma área tão grande em um bairro residencial no meio da tarde não pode ter outro resultado que não o de causar vítimas civis e danos a prédios públicos. Nos últimos três dias, três hospitais em Mykolaiv foram atingidos. Além dos ataques que aconteceram ontem, o Hospital Nº 5, localizado na parte sul da cidade, foi atingido em 3 de abril. Hospitais, pacientes e pessoal médico têm de ser absolutamente poupados de ataques”, ressaltou Lacharité.

Mykolaiv fica entre a Crimeia e o porto estratégico de Odessa e tem sido alvo de ataques russos mais intensos nos últimos dias. Além dos hospitais, a gestão municipal aponta que um orfanato, 11 creches e 12 escolas foram atingidos, quase todos em zonas residenciais. Os projéteis são lançado de Kherson, região controlada por tropas russas.

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