Protestos na Rússia contra guerra na Ucrânia
Reprodução/Redes Sociais - 07.03.2022
Protestos na Rússia contra guerra na Ucrânia

Mais de 170 pessoas foram detidas em pelo menos 15 cidades russas neste sábado por protestarem contra a ofensiva na Ucrânia , anunciou a ONG OVD-Info, que monitora as detenções no país.

Em Moscou, um protesto no Parque Zaryadye, perto do Kremlin, foi reprimido por policiais, em no meio de uma tempestade de neve. Mais de 30 viaturas da polícia foram posicionadas ao redor do parque e nas proximidades do Kremlin. Ao menos 20 pessoas foram detidas. A polícia também prendeu cerca de 25 manifestantes em São Petersburgo, cidade natal do presidente Vladimir Putin.

Os protestos contra a operação militar russa na Ucrânia foram anunciados nas redes sociais em 30 cidades, de Vladivostok (extremo oriente) a Sochi (sul). Os organizadores também afirmaram em um comunicado que pretendiam protestar contra "o colapso da economia russa, contra Putin" e pela libertação do opositor Alexei Navalny, condenado a nove anos de prisão sob acusação de fraude e desacato, no fim de março.

Na cidade ucraniana ocupada de Enerhodar, forças russas também dispersaram violentamente uma manifestação pró-Ucrânia, e detiveram alguns participantes. Moradores se reuniram no centro da cidade, no Sul do país, para cantar o hino nacional ucraniano, quando soldados russos chegaram e colocaram alguns dos manifestantes em vans.

"Os ocupantes estão dispersando os manifestantes com explosões", disse a administração local um post no Telegram, compartilhando um vídeo do que pareciam ser várias granadas de efeito moral caindo em uma praça, ao lado do principal centro cultural no centro da cidade. O governo local ainda acusou as forças russas de bombardearem outra parte da cidade. O ataque teria deixado quatro pessoas ficaram feridas.

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Moscou nega atacar civis e descreve sua invasão da Ucrânia como uma "operação militar especial".  A Ucrânia afirmou neste sábado que as forças russas estão "se retirando rapidamente" da região de Kiev, no Norte do país, enquanto no Sudeste a Cruz Vermelha se prepara novamente para tentar retirar civis da cidade sitiada de Mariupol, no litoral do Mar de Azov.

Na semana passada, a Rússia anunciou que reduziria os ataques a Kiev e à cidade de Chernihiv, no Norte, para "facilitar as negociações" de cessar-fogo. Antes, Moscou havia afirmado que a "primeira fase" de sua operação militar estava concluída e que se concentraria em "libertar" as regiões separatistas pró-Moscou na região de Donbass, no Leste do país.

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*(com informações da agências internacionais)

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