Presidente ucraniano desconfia de Rússia sobre cessar-fogo
Reprodução / TV Globo - 16.03.2022
Presidente ucraniano desconfia de Rússia sobre cessar-fogo


O presidente da Ucrânia, Volovymyr Zelensky, disse nesta terça-feira (29) que as negociações entre  Moscou  e Kiev tiveram "sinais positivos", mas não confia nas palavras de "alguns representantes de um Estado que continua a lutar para a destruição" de seu país.

A declaração foi divulgada no Telegram após as delegações de Rússia e Ucrânia apontarem avanços nas tratativas realizadas em Istambul, na Turquia, com o objetivo de alcançar um cessar-fogo ou ao menos garantir ajudas humanitárias aos deslocados pela guerra.

"Os sinais vindos da plataforma de negociações podem ser definidos como positivos. Claro que vemos todos os riscos e não vemos razão para confiar nas palavras de alguns representantes de um Estado que continua a lutar para nossa destruição", afirmou o líder ucraniano.

Segundo Zelensky, "os ucranianos não são um povo ingênuo", principalmente porque "já entenderam, durante esses 34 dias de invasão e nos últimos oito anos de guerra no Donbass, que só se pode confiar em um resultado concreto".
O presidente da Ucrânia reforçou ainda a retirada das sanções contra a Rússia "só pode ser prevista quando a guerra acabar".

"Não se deve esperar que as negociações afetem o levantamento das sanções contra a Rússia. A questão das sanções não pode ser retirada até o final desta guerra, até que recuperemos o que nos pertence, até que restaure a justiça. Pelo contrário, as sanções devem ser reforçadas semanalmente e devem ser duras", acrescentou Zelensky.

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Por fim, o chefe de Estado ucraniano explicou que seu país continuará o processo de negociação sem comprometer a integridade territorial.

"Deve haver segurança real para nós, para nosso estado, para a soberania, para nosso povo. As tropas russas devem deixar os territórios ocupados. A soberania e a integridade territorial da Ucrânia devem ser garantidas. Não pode haver compromisso na soberania e na nossa integridade territorial. Estes são princípios claros", concluiu.

EUA - Mais cedo, o presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, afirmou que ainda não há garantias de que a Rússia cumprirá a promessa de reduzir suas operações militares na Ucrânia.

"Vamos ver se eles seguem o que estão sugerindo", disse ele à imprensa na Casa Branca após encontro com o primeiro-ministro de Singapura, Lee Hsien Loong. "Vamos continuar atentos ao que está acontecendo." De acordo com o democrata, Washington e seus aliados continuarão com fortes sanções contra Moscou e ajuda para a Ucrânia.

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