Encontro entre Dmytro Kuleba e Sergei Lavrov na Turquia
Reprdução/Twitter Oleg Nikolenko
Encontro entre Dmytro Kuleba e Sergei Lavrov na Turquia

Após quatro horas de mais uma rodada de negociações, desta vez de maneira presencial, um representante do Ministério da Defesa russo confirmou nesta terça-feira que as tropas do país vão reduzir "drasticamente" os ataques em Kiev e nos arredores da capital ucraniana, além da cidade de Chernihiv, no norte da Ucrânia.

Representantes ucranianos, reunidos em Istambul, na Turquia, ainda indicaram que houve avanços também para um encontro entre os presidentes Vladimir Putin e Volodymyr Zelensky.

"A fim de aumentar a confiança mútua e criar as condições necessárias para novas negociações e alcançar o objetivo final de concordar e assinar (um) acordo, foi tomada a decisão de reduzir radicalmente, por uma grande margem, a atividade militar nas direções de Kiev e Chernihiv", disse o vice-ministro da Defesa russa, Alexander Fomin, a repórteres.

As propostas sob a mesa ainda incluiriam um período de consulta de 15 anos sobre o status da Crimeia, anexada à Rússia, que só poderiam entrar em vigor no caso de um cessar-fogo completo, disseram os negociadores ucranianos a repórteres em Istambul.

Os negociadores ucranianos também propuseram que Kiev adote um status neutro em troca de garantias de segurança, o que significa que o país não se juntaria a alianças militares ou hospedaria bases militares.

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"Se conseguirmos consolidar essas disposições-chave, e para nós isso é o mais fundamental, então a Ucrânia estará em posição de realmente fixar seu status atual como um estado que não fará parte de um bloco e não-nuclear, na forma de neutralidade permanente", disse o negociador ucraniano Oleksander Chaly.

O principal negociador russo, Vladimir Medinsky, afirmou, por sua vez, que examinará as propostas ucranianas e as reportará ao presidente Vladimir Putin. As negociações foram o primeiro encontro cara a cara entre os lados desde 10 de março.

"Essas propostas serão consideradas em um futuro próximo, relatadas ao presidente, e nossa resposta será dada", disse Medinsky, que reafirmou que Moscou não é contra a entrada da Ucrânia na União Europeia.

Autoridades ucranianas sugeriram recentemente que a Rússia poderia estar mais disposta a aceitar um compromisso, já que qualquer esperança que pudesse ter de impor um novo governo a Kiev perdeu força diante da forte resistência ucraniana e das pesadas perdas russas.

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