Presidente da Ucrânia Volodymyr Zelensky sentando em uma cadeira em pronunciamento
Reprodução/Facebook - 20.03.2022
Presidente da Ucrânia Volodymyr Zelensky sentando em uma cadeira em pronunciamento

O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky fez um apelo para que  pessoas de todo o mundo façam protestos nesta quinta-feira para mostrar apoio ao país, em guerra há 29 dias. Foi a primeira vez que o líder ucraniano gravou um vídeo em inglês. O pedido foi divulgado horas antes de uma reunião da Otan, que deve discutir reajustes nas estretégias de defesa do bloco, principalmente de países-membro localizados no Leste Europeu.

"Venham (para as ruas) de seus escritórios, suas casas, suas escolas e universidades, venham em nome da paz, venham com símbolos ucranianos para apoiar a Ucrânia, apoiar a liberdade, apoiar a vida" disse o presidente.

Líderes da Otan já enviaram milhares de soldados para reforçar suas defesas próximo da região onde ocorre a guerra, mas a aliança já deixou claro que não se envolverá mais diretamente no conflito. Os pedidos de Zelensky por uma zona de exclusão aérea sobre a Ucrânia também foram descartados.

O presidente dos EUA, Joe Biden, chegou nesta quarta-feira à Bélgica para reuniões com parceiros internacionais. Além na cúpula da Otan, ele também vai participar da reunião da União Europeia e do G-7, o grupo formado por sete das mais desenvolvidas economias do planeta. Biden busca coesão e quer apertar o cerco contra a Rússia, mas ainda não é certo até onde os governos europeus estão dispostos a ir e se poderão aceitar mexer em um setor vital para o continente: o da energia.

Russos freiam operação

No últimos dias, houve uma lentidão no avanço de tropas russas na Ucrânia. Estudiosos que publicam análises da guerra apontam que isso indica uma mudança estrutural em andamento no conflito. As forças russas, frente a uma resistência ucraniana inesperada e a problemas de logística e de estratégia, chegaram a um ponto de extenuação das capacidades mobilizadas, sem conseguir alcançar seus objetivos políticos. No momento, freiam seus movimentos para reagrupar suas forças e repensar o que pretendem e podem obter na guerra.

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Na quarta-feira, o enviado para o Clima da Presidência da Rússia, Anatoly Chubais, renunciou e deixou o país citando sua oposição à guerra, tonando-se a autoridade de mais alta posição a romper com o Kremlin por causa da invasão.

O governo russo intensificou a pressão sobre os críticos internos da invasão. Putin alertou em 16 de março que limparia a Rússia da “escória e de traidores” que acusa de trabalhar secretamente para os EUA e seus aliados. Enfrentando um colapso econômico, o líder russo acusou o Ocidente de querer destruir a Rússia.

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*(com informações de agências internacionais)

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