Mevlut Cavusoglu, ministro das Relações Exteriores de Ancara, e Dmytro Kuleba, ministro das Relações Exteriores da Ucrânia
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Mevlut Cavusoglu, ministro das Relações Exteriores de Ancara, e Dmytro Kuleba, ministro das Relações Exteriores da Ucrânia

A Turquia garantiu neste domingo (20) que as delegações da Rússia e da Ucrânia conseguiram fazer vários progressos para por fim à invasão e estão próximas de um acordo de paz.

"É certo que não é fácil chegar a um acordo enquanto a guerra está em curso, enquanto os civis são mortos, mas queremos dizer que os avanços negociais estão progredindo. Vemos que as partes estão próximas a um acordo", disse o ministro das Relações Exteriores de Ancara, Mevlut Cavusoglu.

Ancara é um dos governos mais ativos na tentativa de fazer um acordo de cessar-fogo entre as duas nações por conta da proximidade que tem com os dois países. Apesar de ter um posicionamento político muito similar a Moscou em vários assuntos, também é um dos maiores fornecedores de armamentos para Kiev.

Assim, o presidente Recep Tayyip Erdogan condenou veementemente a invasão russa na Ucrânia, mas se negou a impor sanções econômicas contra Moscou.

Segundo Cavusoglu, que foi às duas nações na última semana, o papel do governo turco é "fazer o papel de mediadores e facilitadores".

No dia 10 de março, a cidade de Antália chegou a sediar um encontro entre os ministros das Relações Exteriores da Ucrânia, Dmytro Kuleba, e da Rússia, Sergei Lavrov, mas que foi considerado um fracasso.

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Ancara também é um dos intermediadores que tentam fazer uma reunião entre os presidentes dos dois países, Volodymyr Zelensky e Vladimir Putin, mas há muita resistência do Kremlin de fazer o encontro sem ter um tratado ou um acordo para assinar.

A fala do chanceler vem após o chefe ucraniano da delegação de negociação e assessor do presidente, Mikhailo Podolyak, começar a dar prazos para o acordo na última semana. De acordo com o representante de Kiev, a guerra pode acabar entre "uma semana e meia e três semanas".

Alguns pontos do possível acordo chegaram a ser repercutidos pelo jornal "The Guardian", mas o governo ucraniano disse que o que foi divulgado era apenas "os pedidos russos" e que vários deles eram inaceitáveis.

Nesta segunda-feira (21), as reuniões virtuais entre as duas delegações para debater um acordo serão retomadas.

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