Presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, e Vladimir Putin, presidente da Rússia
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Presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, e Vladimir Putin, presidente da Rússia

Em um novo vídeo divulgado por suas redes sociais neste sábado (19), o presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, afirmou que é "hora de conversar" com Moscou de maneira significativa.

"Essa é a única possibilidade para a Rússia reduzir os danos causados por seus próprios erros. É hora de se encontrar, é hora de conversar, é hora de retomar a integridade territorial e a justiça para a Ucrânia. Se não for assim, as perdas da Rússia serão tais que o país precisará diversas gerações para a retomada", disse o mandatário.

Para Zelensky, as ações militares russas no território ucraniano estão piorando a situação para a própria Rússia e que negociações "honestas e sem paradas" são a única forma de mitigar os danos.

"Nós sempre insistimos sobre as negociações. Nós sempre propusemos o diálogo e a solução pela paz. Não só durante esses dias de invasão", pontuou ainda.

O presidente ainda informou que mais de 180 mil pessoas conseguiram fugir pelos corredores humanitários abertos nos últimos dias e que sete deles ainda estão em funcionamento, sendo seis na região de Sumy e um na região de Donetsk. Neste sábado, um novo caminho seguro também foi aberto em Lugansk.

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Por outro lado, o chefe da negociações russo, Vladimir Medinsky, citado pela Tass, disse que um encontro entre Zelensky e Vladimir Putin só vai acontecer quando houver um tratado para ser assinado.

"Não estou absolutamente pronto para comentar o mérito, mas posso só dizer que antes de mediar uma reunião entre os dois líderes, as delegações de negociadores precisam preparar e concordar com um texto de um tratado. Sucessivamente, o texto deve ser assinado pelos ministros das Relações Exteriores e aprovado pelos governos", disse à agência russa.

Diversos países tentam intermediar uma reunião entre Zelensky e Putin, mas há bastante resistência de Moscou. Governos da Turquia, de Israel e da Alemanha e França (em nome da União Europeia) tentam promover esse encontro de alto nível.

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