Presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky sentado em uma cadeira
Reproducao/CNN - 14.03.2022
Presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky sentado em uma cadeira

O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, através de um vídeo divulgado nas redes sociais, cobrou novamente da Otan (Organização do Tratado do Atlântico Norte) a criação de uma zona de exclusão aérea militarizada com a inclusão da Ucrânia. Desta vez, Zelensky afirmou que países membros da organização podem ser atacados pela Rússia, caso a medida não seja adotada.

A nova cobrança aconteceu após a Rússia ter feito neste domingo (13) um ataque aéreo a uma área militar em Lviv , a cerca de 30 km da fronteira com a Polônia, país que faz parte da Otan.

"Digo novamente, se não fecharem nossos céus, é só questão de tempo para os mísseis russos caírem sobre o seu território, sobre o território da Otan, nas casas de cidadãos de países da Otan", disse Zelensky.

Volodymyr Zelensky tem feito diversos pedidos à Otan em relação a adoção de uma zona de exclusão aérea incluindo a Ucrânia para que nenhuma aeronave militar russa sobrevoe o país. A Otan, no entanto, tem relutado aceitar o pedido do ucraniano, já que tal decisão poderia ser vista pela Rússia como uma declaração de guerra.

Com a intenção de pressionar a Otan, Zelensky apontou o ataque aéreo à área militar em Lviv, perto da fronteira com a Polônia. O bombardeiro deixou ao menos 35 mortos e 134 feridos, afirmou Zelensky. "Lá não acontecia nada que pudesse ameaçar o território da Federação Russa. E isso somente a 30 km da fronteira da Otan", disse Zelensky. "No ano passado, tinha falado aos líderes da Otan, que se eles não fizessem sanções fortes e preventivas contra a Rússia, aconteceria isso, e nos estávamos certos."

Morte de jornalista americano: Zelenksy diz ser 'ataque de propósito'

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Além dos pedidos sobre a zona de exclusão aérea militarizada, Zelensky comentou sobre a morte do jornalista norte-americano Brent Renaud , 50, morto a tiros em Irpin, na região de Kiev, capital da Ucrânia. Revistas americanas disseram que o profissional cobria a crise de refugiados no país em meio à guerra com a Rússia.

Renaud foi atacado junto com o fotógrafo, também norte-americano Juan Arredondo, que sobreviveu. Enquanto recebia atendimento médico em um hospital, Arredondo disse que ele e Brent estavam dentro de um carro, atravessando uma ponte para filmar refugiados deixando Kiev.

De acordo com o fotógrafo, quando eles ultrapassaram um ponto de controle militar, o carro começou a ser alvo de tiros. O fotógrafo disse que o motorista deu a volta para retornar, mas o veículo continuou na mira dos disparos.

"Isso foi um ataque de propósito das tropas russas. Eles sabiam o que estavam fazendo", afirmou Zelensky.

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