Estado Islâmico avança no Afeganistão e ameaça governo do Talibã
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Estado Islâmico avança no Afeganistão e ameaça governo do Talibã

Após o Talibã assumir o controle do Afeganistão, há dois meses, o governo local passou a conviver com outra ameaça terrorista na região: o Estado  Islâmico Khorasan (Isis-K). Após intensificar  ataques no território afegão, os conflitos entre os grupos fundamentalistas se tornaram motivo de preocupação entre as principais lidernaças do mundo por representar uma futura ameaça internacional. As informações são do jornal The New York Times.

O Estado Islâmico passou a centralizar seus ataques em Mohammad, na capital Cabul e em importantes cidades como Kunduz e Kandahar. Ao menos 90 pessoas morreram e centenas ficaram feridas. Na última terça-feira (02), um conjunto de pistoleiros do EI realizaram um ataque coordenado em um hospital militar do Afeganistão.

A situação para o Talibã é precária. Isso porque, após passar 20 anos lutando como rebeldes, hoje o grupo sofre para fornecer seguramça à população local e seguir seu compromisso de lei e ordem.

O subsecretário para Políticas de Defesa dos EUA, Colin Kahl, ressaltou a congressistas norte-americanos na última semana que o Talibã deveria perseguir o Isis-K.

"O Talibã se acostumou a lutar como insurgentes, contando com uma série de ataques assimétricos para atingir as forças afegãs e americanas. Mas parece claro que o Talibã não pensou muito em como a equação muda como contra-insurgente, que é efetivamente o papel que eles estão desempenhando agora contra o Estado Islâmico".

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Já Ibraheem Bahiss, consultor do centro de estudos International Crisis Group, avalia que a postura do Talibã no enfrentamento a outra ameaça terrorista mostra 'arrogância' dos novos governantes afegãos.


"Também há um pouco de arrogância e excesso de confiança porque eles acham que o Isis-K tem um apelo tão limitado no país, que, de acordo com o Talibã, é tão incomum que nunca terá um apelo generalizado. Então, eles acham que podem ignorar a ameaça", opina.

Não é o que publicamente o grupo defende. Abdullah Ghorzang, comandante do Talibã, informou que qualquer combatente do Estado Islâmico que seja capturado, não terá o mesmo tratamento de infratores locais. "Temos um tribunal para cada criminoso, mas não há tribunal para o Isis-K. Eles serão mortos onde quer que sejam presos".

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