Talibã
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O grupo fundamentalista Talibã informou que assumiu o "controle total" da área de resistência no Vale de Panjshir nesta segunda-feira (6). O local era a última parte do território do Afeganistão que não havia ido para as mãos dos extremistas desde a volta ao poder, em 15 de agosto.

"Com essa vitória, o nosso país agora está completamente livre do marasmo da guerra", disse o principal porta-voz do grupo, Zabihullah Mujahid. Ainda no discurso, o representante afirmou que alguns insurgentes derrotados "fugiram do vale".

"Todos vocês são nossos irmãos e nós serviremos juntos para um objetivo e uma nação", disse ainda Mujahid, que alertou que qualquer tentativa de insurreição "será atingida duramente".

Chamada de Fronte de Resistência Nacional (NFR), o grupo armado é liderado por Ahmad Massoud e estava lutando fortemente na região, que fica a cerca de 80 quilômetros da capital Cabul. O líder é filho do comandante Ahmed Shah Massoud, assassinado na década de 1990 por terroristas da Al Qaeda, grupo que sempre contou com o apoio do Talibã.

No primeiro governo dos extremistas, por exemplo, entre 1996 e 2001, a área viveu em guerra constante e não foi tomada.

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Durante o fim de semana, porém, expoentes da insurgência foram mortos em conflitos, como o alto comandante Fahim Dashtay.

O NFR não negou que perdeu a batalha, mas disse que continuará a permanecer em "posições estratégicas" e que a luta "contra os talibãs e seus aliados continuará".

Mas, se na guerra os talibãs fazem avanços, o mesmo não se pode falar na política. Mujahid anunciou nesta segunda um novo adiamento da posse do governo escolhido pelo grupo fundamentalista.

"O governo será, provavelmente, um governo provisório com margens para reformas, mudanças e outros passos fundamentais. O próximo governo decidirá como andar daí em diante", acrescentou.

O Talibã dominou o território do Afeganistão em cerca de 15 dias, ainda enquanto as forças ocidentais estavam fazendo o processo de retirada. Não houve nenhum acordo com o governo anterior, liderado por Ashraf Ghani, que fugiu horas antes do grupo tomar Cabul.

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