O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Luiz Fux, em audiência com o ministro-chefe da Casa Civil, Ciro Nogueira: busca por diálogo entre Corte e Presidência
Fellipe Sampaio/SCO/STF
O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Luiz Fux, em audiência com o ministro-chefe da Casa Civil, Ciro Nogueira: busca por diálogo entre Corte e Presidência

Principal alvo de ataque do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) nos últimos meses, os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) vêm articulando nos bastidores uma estratégia para controlar a crise institucional entre os três poderes. Os integrantes da Suprema corte trabalham para manter um canal de diálogo aberto com o Planalto.

Os principais movimentos são feitos pelo presidente do STF, Luiz Fux, que mantém contato frequente com o ministro da Casa Civil, Ciro Nogueira, empossado no final de agosto, com a missão de melhorar o relacionamento do governo com Judiciário e Legislativo.

Fux também vem conversando com o ministro da Economia, Paulo Guedes, com quem tem discutido principalmente o aumento dos precatório, que deve chegar a R$ 89,1 bilhões em despesas judiciais para o governo em 2022.

Ao cultivar linha direta com auxiliares próximos de Bolsonaro, Fux tentar afastar eventuais críticas de que o STF poderia punir o governo para reagir aos ataques de Bolsonaro.

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Por suas vez, Nogueira tenta expandir o diálogo com o tribunal para além da Presidência e vem tentando se aproximar também de ministros mais discretos, como Rosa Weber e Edson Fachin. 

Além de Nogueira e Fux, há três semanas, os ministros Alexandre de Moraes e Dias Toffoli conversaram a crise institucional com o ex-presidente Michel Temer, que mantinha contatos esporádicos com Bolsonaro. Até Nunes Marques, ministro indicado ao Supremo pelo presidente, as vezes também se movimenta para tentar diminuir as pressões.

Diante dos ataques do presidente contra o STF, os ministros vem tomando decisões conjuntas de como responder e, quando decidem se manifestar, cabe a Fux fazê-lo.

"Num ambiente democrático, manifestações públicas são pacíficas; por sua vez, a liberdade de expressão não comporta violências e ameaças (...). Seja nos momentos de tormenta, seja nos momentos de calmaria, o bem do país se garante com o estrito cumprimento da Constituição. A esta missão jamais renunciaremos, como juízes constitucionais", afirmou o presidente do tribunal na semana passada, após Bolsonaro convocar manifestações para esta terça-feira, 07.

- Com informações do jornal O Globo.

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