Crianças afegãs
Reprodução Vatican News
Crianças afegãs

A diretora do Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef), Henrietta Fore, fez um alerta à comunidade internacional para a questão de sobrevivência de milhões de  crianças no Afeganistão, país que voltou para as mãos dos talibãs após 20 anos de invasão dos Estados Unidos.   

“Cerca de 10 milhões de crianças em todo o Afeganistão têm necessidade de assistência humanitária para sobreviver e estima-se que cerca de um milhão delas sofrerão com a desnutrição aguda grave ao longo desse ano e poderão morrer sem tratamento”, disse Fore nesta segunda-feira (23).   

O Unicef estima ainda que 4,2 milhões de crianças não estão indo à escola, do qual, 2,2 milhões são meninas. Desde janeiro, as Nações Unidas documentaram mais de duas mil graves violações dos direitos dos menores e ainda contabiliza 435 mil crianças e mulheres como deslocados internos.   

“Essa é a triste realidade, independentemente dos desenvolvimento políticos atuais e das mudanças de governo.   

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Prevemos que as necessidades humanitárias das crianças e mulheres aumentarão nos próximos meses por conta de uma grave seca, das devastantes consequências socioeconômicas da pandemia de Covid-19 e do início do inverno”, pontuou ainda.   

 No entanto, apesar da tomada de poder, Fore garantiu que o Unicef “continuará no terreno” para ajudar as pessoas que “continuam a ter necessidade de serviços essenciais”, como nos setores de saúde – com a vacinação contra a poliomielite e o sarampo -, nutrição, proteção e acesso à água potável e serviços higiênico-sanitários.   

“Esperamos estender essas operações a áreas que antes não podíamos chegar por conta da insegurança. Peço que os talibãs e as outras partes garantam um acesso seguro, rápido e sem restrições para que as agências humanitárias possam chegar até as crianças que têm necessidades onde quer que eles estejam”, finalizou.   

Desde o dia 15 de agosto, quando o Talibã conquistou a capital Cabul, há muitas incertezas sobre o que será do futuro das crianças e, especialmente, das mulheres. Isso porque, entre 1996 e 2001, o grupo impôs um regime extremamente duro para elas sob a desculpa de seguirem a “lei islâmica”. Elas não podiam trabalhar, estudar e sequer sair de casa sem o acompanhamento de um homem ou de um filho.   


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