Jovenel Moïse, presidente do Haiti
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Jovenel Moïse, presidente do Haiti

Com o assassinato do presidente do Haiti Jovenel Moïse , morto na última quarta-feira, os Estados Unidos mandaram neste domingo (11), uma equipe técnica ao país para determinar quais são suas necessidades de segurança e apoio. Na sexta-feira, o país caribenho já havia  solicitado que os EUA e a ONU enviassem tropas para conter o caos e auxiliar em sua estabilização. 

O porta-voz do Pentágono, John Kirby, disse em entrevista à Fox News que a missão envolverá membros do Departamento de Segurança Interna e do FBI. Ainda não está claro por quanto tempo a equipe permanecerá no Haiti. Um funcionário do governo ouvido pela agência de notícias Reuters, sob condição de anonimato, disse que a Casa Branca consultará parceiros regionais e a ONU (Organização das Nações Unidas) para avaliar a situação.

O presidente americano, Joe Biden, analisará as informações obtidas durante a visita para decidir como ajudar o país que fica a 1.100km de distância. 

Segundo reportagem do jornal americano The New York Times, autoridades do governo Biden inicialmente não estavam dispostas a enviar soldados para ajudar o país caribenho, e, assim, o mais provável seria que os americanos ajudassem a treinar militares e policiais haitianos, sem se envolver em combates.

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Em 1915, os EUA enviaram uma missão militar ao Haiti, também após o assassinato de um presidente, e acabou ocupando o país por 19 anos. Em 2010, após o terremoto, o governo de Barack Obama enviou US$ 100 milhões em ajuda. Cerca de 1 milhão de haitianos vivem nos Estados Unidos atualmente.

O governo Biden já havia anunciado o envio de agentes do FBI e do Departamento de Segurança Interna para avaliarem como o governo americano pode ajudar nas investigações sobre a morte de Moïse. Ainda não se sabe quem foi o mandante do crime nem a causa.

O assassinato 

Autoridades haitianas dizem que 28 homens armados participaram na ação e já prenderam, até o momento, 1 9 suspeitos, entre colombianos e haitianos-americanos  que integravam um grupo paramilitar. Segundo o jornal Miami Herald, alguns dos suspeitos disseram, em depoimento, que receberam a missão de prender Moïse e levá-lo para o palácio presidencial, mas que, ao chegar, encontraram-no morto.

De acordo com a imprensa local, Moïse foi achado com ao menos 12 marcas de tiros. “O escritório e a sala foram saqueados. Nós o encontramos deitado de costas, [usando] calça azul, camisa branca manchada de sangue e boca aberta”, disse o magistrado Carl Henry Destin ao jornal haitiano Le Nouvelliste.

*Com informações da Folha de S. Paulo 

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