Gore foi vice-presidente dos EUA durante a gestão Clinton, que governou o país de 1993 até 2000.
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Gore foi vice-presidente dos EUA durante a gestão Clinton, que governou o país de 1993 até 2000.

O ex-vice-presidente dos  Estados Unidos da América (EUA), Al Gore, declarou na última terça-feira (25) em evento realizado pelo banco Santander que "nenhum outro país vai dizer ao Brasil ou aos seus líderes o que fazer."

A frase, porém, veio em tom de cobrança, já que Al deixou claro que "o que acontece na Amazônia brasileira depende do Brasil, mas espero que todos aceitem suas responsabilidades no nosso esforço global para resolver a crise climática."

Mesmo sem citar diretamente o presidente Jair Bolsonaro (sem partido), Gore salientou que a soberania nacional precisa ser respeitada, mas é necessário a compreensão de que o bioma amazônico impacta no meio ambiente mundial.

"A Amazônia tem implicações críticas para o ciclo hidrológico global. Altos níveis de desmatamento na Amazônia já estão causando significativa redução das chuvas no Sul", ressaltou.

Al foi mais além e cobrou a inclusão dos indígenas e líderes territoriais na produção de políticas públicas, já que "eles protegem a biodiversidade mundial há gerações. É importante que tenham um lugar na mesa na tomada de decisão."


Gore foi vice-presidente dos EUA durante a gestão Clinton, que governou o país de 1993 até 2000. Na eleições seguintes, disputou a presidência com George W. Bush, mas perdeu na contagem dos votos. Desde então, Al tornou-se uma das principais vozes no debate climático mundial.

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