Primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, recebendo a primeira dose da vacina contra a covid-19
Amir Cohen/Reuters
Primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, recebendo a primeira dose da vacina contra a covid-19

O governo de Israel tentará pôr em prática um novo plano após se recusar a efetuar seu plano de imunização contra o novo coronavírus em palestinos. A troca de prisioneiros por vacina faz parte de acordo secreto desenvolvido entre os israelenses e Rússia. Acordo gira em torno de US$ 1,2 milhão para bancar doses da vacina russa Sputnik U à Síria. As informações foram apuradas pelo blog da Sandra Cohen, do G1. 

Uma mulher israelense de 26 anos, adentrou de forma ilegal em território sírio, mas, ela entrou no país para que fosse trocada por dois pastores que estavam aprendidos em Israel. Porém, a imprensa internacional descobriu sobre o acordo secreto feito para a compra de doses da vacina russa e os imunizantes seriam entregues ao governo sírio, que não tem relações diplomáticas com Israel. 

Entretanto, a divulgação do plano para a mídia internacional não alegrava nenhuma das partes. O primeiro-ministro de Israel,  Benjamin Netanyahu , seria questionado de o porquê ter gastos elevados com a vacina de um país opositor. O povo sírio não iria gostar pois com tal situação, associariam a imagem de Israel como um país protetor humanitário. E a Rússia por estar comerciando doses dos imunizantes sem nem ter vacinado grande parte de sua população.  

Chegando perto da quarta eleição em dois anos, em situação difícil, Netanyahu  declaração que “nenhuma vacina israelense esteja envolvida no negócio”, mas plano não explica como seria a distribuição dos imunizantes pelo regime de Bashar al-Assad aos sírios.

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Com o premiê sendo réu em três processos na Justiça, o representante do governo israelense vinha com um plano de imunização que vacinou cerca de metade do povo de Israel, permitindo a reabertura gradual da economia, depois de passar por três grandes isolamentos sociais. 

Porém, mesmo com os bons resultados e a rapidez do plano de vacinação, o governo resiste com ideia de estender a imunização para a população da Cisjordânia e de Gaza, ou seja, não querendo ampliar a vacina contra a covid-19 para os árabes-israelenses que vivem no país. De acordo com o governo, essa medida deve ser decidida pela Autoridade Palestina que deve pensar em vacinar seus habitantes, mas a própria ONU e entidades dos direitos humanos desaprovam argumento. 

O Hama possui dois presos israelenses e dois corpos de soldados mortos em Gaza. Segundo o governo sírio, o andar das negociações é preocupante pela incerteza de como será a liberação dos presos e a devolução dos corpos. 

“Devemos esperar que um judeu cruze a fronteira com Gaza para que os palestinos sejam vacinados?” questionou pelo Twitter o deputado Ahmad Tibi, que integra a Lista Conjunta de partidos árabes no Parlamento de Israel. O uso de vacinas como instrumento de barganha abre um precedente perigoso para Netanyahu. 

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