Jornalistas foram retirados de dentro do Capitólio
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Jornalistas foram retirados de dentro do Capitólio

Uma parte do prédio do Capitólio , sede do Legislativo dos Estados Unidos (EUA), foi evacuado na tarde desta quarta-feira (6) por suspeita de uma "possível bomba" .

O esvaziamento do prédio ocorre em meio à contagem dos votos que mostraram a vitória do democrata Joe Biden nas eleições presidenciais do ano passado.

Um pacote foi encontrado no Comitê Nacional do Partido Republicano logo após o início de uma sessão conjunta do Congresso americano, em que os votos do Colégio Eleitoral serão contados.

O saguão onde os jornalistas estavam posicionados para acompanhar a contagem foi esvaziado rapidamente após ordem de funcionários do governo. O pedido foi para que todos os veículos de imprensa recolhessem seus equipamentos e deixassem as instalações do prédio.

Do lado de fora também são registrados momentos de tensão. Apoiadores do presidente Donald Trump entraram em confronto com a polícia para tentar invadir o prédio. A tropa de choque foi acionada para conter os manifestantes.

Biden venceu Trump, que tentava a reeleição, com os votos de 306 delegados, sendo que o mínimo necessário era de 270. O republicano terminou a corrida eleitoral com 220 votos no colégio eleitoral.



Desde o início da campanha, Trump já sinalizava que não reconheceria o resultado caso não fosse favorável a ele.

Já durante a contagem dos votos populares, o republicano fez várias acusações de que as eleições estariam sendo fraudadas. Trump, porém, nunca apresentou provas de que isso estaria acontecendo.

Biden começou a contagem atrás de Trump, já que, como uma consequência da pandemia da Covid-19, eleitores democratas preferiram votar pelos correios. A alternativa permite que os americanos não vão até os locais de votação para depositar os seus votos, mas a contabilização nesses casos demora mais tempo.

Após a divulgação do resultado, Trump entrou com dezenas de recursos para que os votos fossem recontados. Nos estados onde esses pedidos foram aceitos, como na Geórgia, foi confirmado que Biden realmente teve mais votos.

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