líbano
Arquivo pessoal/Bárbara Saleh
A mega explosão aconteceu no principal porto de Beirute


A Organização Mundial da Saúde (OMS) disse, nesta quarta-feira (12), que pediu US$ 76 milhões (o equivalente a R$ 416 milhões) em ajuda ao Líbano depois que a explosão massiva em Beirute destruiu ou danificou hospitais, clínicas e suprimentos médicos.


O Líbano já estava lutando contra uma crise financeira e um aumento no número de novos casos do novo coronavírus antes da explosão de 4 de agosto na área portuária da capital, que deixou pelo menos 171 mortos e cerca de 6 mil feridos.

A explosão deixou três hospitais fora de operação e deixou três outros trabalhando em capacidade parcial, reduzindo o número de leitos, disseram funcionários da OMS em entrevista coletiva online.

"Uma semana após a explosão, a Organização Mundial da Saúde ainda está preocupada com a saúde e o bem-estar das pessoas que foram feridas, perderam entes queridos ou ficaram sem teto, e espera-se (que) a recuperação da dor psicológica da explosão dure muito mais", disse Rana Hajjeh, diretora de programa regional da OMS.

"Em particular, estamos preocupados com o retorno da Covid-19  ao Líbano. Lançamos um apelo de US$ 76 milhões e pedimos à comunidade internacional que apoie o povo libanês e mostre solidariedade com ele de todas as maneiras possíveis", afirmou.

A perda de leitos hospitalares teve " implicações claras para a gestão da Covid-19, bem como de outras condições médicas", disse Richard Brennan, diretor regional de emergência da OMS.

Os resultados iniciais de uma avaliação de 55 clínicas e centros de saúde primários em Beirute mostraram que pouco mais da metade não está funcionando , com o restante atuando em vários níveis, disse Brennan.

A OMS já trouxe 25 toneladas de equipamento de proteção individual (EPI), distribuiu material para trauma e cirurgia a 2 mil pacientes em 10 hospitais e está trabalhando com pelo menos 11 equipes médicas de emergência que chegaram do exterior, disseram as autoridades.

    Veja Também

      Mostrar mais