Protestos EUA
William Volcov/Brazil Photo Press/Agencia O Globo
Manifestações acontecem em diversas cidades dos EUA

Os Estados Unidos vivem nesta sexta-feira a quarta noite consecutiva de protestos pela morte de George Floyd , um homem negro de 46 anos sufocado na última segunda-feira em Minnesota por um policial branco. Apesar da prisão do policial Derek Chauvin , novamente houve tumultos e confrontos entre agentes de segurança e manifestantes em vários pontos do país.

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Na capital, Washington, milhares de pessoas marcharam até a Casa Branca . Houve um princípio de confusão e os jornalistas que estavam dentro do complexo foram impedidos de deixar o local, com a sede do governo americano sendo temporariamente trancada. O presidente Donald Trump estava na sede do Executivo durante o protesto, que começou em um parque em frente ao edifício, onde algumas de dezenas de agentes do serviço secreto enfileiraram barricadas.

Os manifestantes levavam cartazes com dizeres como "Parem de nos matar" e pediam justiça para Floyd . Eles chegaram a invadir o prédio do Departamento do Tesouro e a pichar as paredes. Alguns foram detidos pelo serviço secreto e depois liberados.

Já em Atlanta, na Geórgia, a multidão se concentra diante do conjunto de prédios onde está localizada a sede da CNN . Vidros foram quebrados e pelo menos um carro foi incendiado. Uma bomba de fumaça foi lançada dentro do prédio da emissora. Há relatos de saques e de vandalismo em vários pontos centrais da cidade, mas sem informações sobre presos ou feridos. "Isso já não é protesto, não é o espírito de Martin Luther King. É o caso", disse a prefeita de Altanta,  Keisha Lance Bottoms.

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Em Nova York , a polícia usou gás lacrimogêneo para dispersar manifestantes. Na madrugada anterior, ao menos 40 pessoas haviam sido detidas em protestos na cidade. Já em Minneapolis , onde Floyd vivia, manifestantes furaram o toque de recolher decratado pela prefeitura de 20h às 6h e entraram em confronto com policiais.

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Nova York foi uma das cidades que teve manifestações nesta sexta-feira (29)

Floyd foi detido na segunda-feira sob a suspeita de passar uma nota falsa. Um vídeo divulgado na terça-feira mostrava Floyd, desarmado e algemado, sendo sufocado, sob o joelho do policial Derek Chauvin , por cerca de oito minutos, enquanto outros três agentes observavam.

Uma segunda gravação, supostamente realizada minutos antes da primeira, parece mostrar dois destes policiais também ajoelhados sobre o homem. De acordo com a promotoria, Floyd seguiu sendo sufocado por três minutos depois de não esboçar mais movimentos. Antes, ainda consciente, repetiu ao policial que não conseguia respirar.

Os quatro policiais envolvidos foram demitidos da polícia local na própria terça-feira. Chauvin foi detido nesta sexta, acusado de assassinato em terceiro grau, quando o indivíduo não tem a intenção de matar, mas age com indiferença à vida humana. O crime é passível de até 25 anos de prisão.

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Da noite de quinta para a madrugada desta sexta, uma delegacia e outros cinco imóveis foram incendiados em Minneapolis . Os protestos em Minneapolis tomaram proporções nacionais em um país onde as tensões raciais e episódios racistas ainda são cotidianos.

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