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Italiana passou 17 meses em cativeiro

Um parlamentar usou o plenário da Câmara dos Deputados da Itália nesta quarta-feira (13) para definir a jovem voluntária Silvia Romano, resgatada na Somália depois de 17 meses de sequestro, como "neoterrorista".

A ofensa foi feita pelo deputado Alessandro Pagano, do partido de extrema direita Liga, com o argumento de que Romano foi mantida em cativeiro pelo grupo terrorista Somali Al Shabab.

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Comandando a sessão, a vice-presidente da Câmara, Mara Carfagna, do partido conservador Força Itália (FI), aliado da Liga, interrompeu Pagano e disse que se referir à jovem usando o termo "neoterrorista" era "impróprio", mas partidos governistas cobraram um pedido de desculpas.

"É uma italiana, não uma neoterrorista. Alessandro Pagano tem o dever de pedir desculpas a Silvia Romano", disse o deputado Alessandro Borghi, do Partido Democrático (PD), de centro-esquerda.

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Já o presidente da Câmara, Roberto Fico, do antissistema Movimento 5 Estrelas (M5S), afirmou que "as palavras de ódio contra Silvia Romano são inaceitáveis". A jovem de 24 anos retornou à Itália no último fim de semana, mas tem sido alvo de insultos nas redes sociais por ter se convertido ao Islã, levando o Ministério Público de Milão a abrir um inquérito sobre possíveis ameaças.

Romano havia sido sequestrada no Quênia, em novembro de 2018, e entregue ao Al Shabab, um dos grupos terroristas mais ativos da África. Seu resgate ocorreu no último sábado (9), nos arredores de Mogadíscio, capital da Somália.

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