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Italiana passou 17 meses em cativeiro

Um porta-voz do grupo terrorista somali Al Shabab disse que recebeu dinheiro pelo resgate da voluntária italiana Silvia Romano, que passara 17 meses em cativeiro na África Oriental, e que parte do montante será usada para financiar a "jihad", a guerra santa islâmica.

As declarações foram dadas por Ali Dhere, um dos principais expoentes da milícia, em entrevista ao jornal italiano La Repubblica, que afirmou ter chegado ao porta-voz "graças a um político de Mogadíscio".

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Ali Dhere não informou o valor do suposto resgate nem quem o teria pagado, mas disse que parte do dinheiro será usada para "comprar armas, das quais precisamos cada vez mais para levar a jihad adiante".

"O resto servirá para administrar o país: pagar escolas, comprar a comida e os remédios que distribuímos para nosso povo, para formar os policiais que mantêm a ordem e fazem respeitar as leis do Corão", acrescentou.

Ligado à Al Qaeda, o Al Shabab controla parte do território da Somália, sobretudo áreas rurais, e comete recorrentes atentados para forçar a saída de tropas da União Africana e de drones dos Estados Unidos do país.

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No mais grave deles, em 14 de outubro de 2017, mais de 500 pessoas morreram na explosão de dois caminhões-bomba em frente a um hotel no centro da capital Mogadíscio. Na entrevista ao Repubblica, Ali Dhere disse que Romano era uma "preciosa mercadoria de troca" e que os terroristas não a forçaram a se converter ao Islã.

A italiana de 24 anos havia sido sequestrada em novembro de 2018, no Quênia, e foi libertada no último sábado (9), perto de Mogadíscio, em uma operação dos serviços de inteligência de Roma. A Itália, no entanto, não deu detalhes sobre como foi feito o resgate.

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