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Italiana passou 17 meses em cativeiro

A voluntária italiana Silvia Romano, libertada no último fim de semana após ter passado mais de 17 meses sequestrada na África Oriental, confirmou ao Ministério Público que se converteu ao Islã.

Romano, 24 anos, prestou depoimento em uma delegacia da Arma dos Carabineiros na tarde de domingo (10), logo depois de ter desembarcado em Roma em um voo proveniente de Mogadíscio, capital da Somália, país onde foi resgatada. "Ocorreu na metade do cativeiro, quando pedi para ler o Corão e me senti contente", contou a jovem aos investigadores, acrescentando que sua conversão foi "espontânea".

"Deixaram um Corão à minha disposição e, com ajuda dos meus carcereiros, aprendi até um pouco de árabe. Eles me explicaram suas razões e sua cultura. Meu processo de conversão foi lento", disse.

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Segundo Romano, ela passou por pelo menos quatro cativeiros durante os 17 meses de sequestro, sempre dentro de apartamentos. "Eles [os carcereiros] ficavam armados e com rosto coberto, mas sempre fui bem tratada", declarou.

De acordo com alguns jornais italianos, a italiana teria dito ainda que agora se chama Aisha, nome de uma das esposas do profeta Maomé. Romano também desembarcou na Itália vestindo uma roupa islâmica que cobria todo o seu corpo, com exceção do rosto.

A jovem era voluntária da ONG Africa Milele e havia sido raptada em 20 de novembro de 2018, quando um comando armado invadiu o vilarejo de Chakama, no litoral do Quênia, onde ela vivia. Ninguém reivindicou o sequestro, mas a principal suspeita sempre recaiu sobre terroristas somalis ligados ao grupo jihadista Al Shabab.

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Romano foi resgatada nos arredores de Mogadíscio, em uma operação conduzida pelos serviços de inteligência da Itália, da Somália e da Turquia, que tem estreitas ligações com o país africano. As autoridades italianas, no entanto, não deram maiores detalhes sobre como foi feito o resgate.

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