Enfermeira
Reprodução/Facebook
Em relato emocionante, D'neil Schmall lamenta situação crítica dos hospitais de Nova York

A enfermeira D'neil Schmall mudou-se para Nova York, nos EUA, em março para ajudar pacientes infectados pelo Covid-19. Em apenas algumas semanas, ela testemunhou a quantidade de vidas tiradas pela pandemia do novo coronavírus (Sars-Cov-2) e resolveu fazer um desabafo nas redes sociais.

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Em um vídeo de oito minutos, compartilhado em seu perfil no Facebook, a enfermeira de 35 anos aparece chorando logo após o término de mais um turno de trabalho e diz estar cansada de "entrar em quartos e ver pacientes mortos". O relato viralizou rapidamente e já tem quase 1 milhão de visualizações.

"Eu sou uma enfermeira de UTI, atualmente em Nova York, trabalhando para uma resposta rápida para a Covid e, hoje, foi um dia muito difícil, um dia realmente difícil. Eu sinto que há tanta coisa que alguém pode aguentar. Estou cansada de entrar nos quartos e ver os pacientes mortos. Você entra em uma sala e há um cadáver lá", começou a falar nas imagens.

Enfermeira de cuidados intensivos, Schmall diz que uma das piores partes de seu trabalho é dizer às famílias que seus entes queridos morreram. Ela lembrou que todos os profissionais lamentam dar tal notícia, porque todos são humanos.

"Estou cansada de ligar para as famílias e lhes contar essa "novidade" ruim. Sinto muita tristeza por minhas colegas enfermeiras, irmãs e irmãos, que perderam a vida cuidando das pessoas. Chorei o caminho todo para casa. Quero dizer que o motorista estava tipo, "Senhora, você está bem? Não acho que as pessoas entendam o quão estressante é esse trabalho. Fui treinada para qualquer coisa no mundo, mas isso é tão estressante... Todo mundo está se esforçando, todo mundo está se esforçando tanto. Mas temos muito o que fazer. Nós também somos humanos", diz.

"Não vou embora"

Na legenda do vídeo, a profissional disse que "este vídeo foi filmado após ficar deitado no chão do hotel por uma hora chorando". Ela explicou por que fez as imagens e resolveu compartilhar nas redes sociais.

"Só o publiquei porque sinto que as pessoas deveriam saber o que estamos passando por aqui. Adoro o meu trabalho, adoro o que faço! Não vou embora! Mas isso não significa que os funcionários da frente não sejam humanos e vençam fique emocionado com essa experiência também", disse.

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A brava enfermeira termina o vídeo dizendo que "se você já sentiu algum momento adequado para ter compaixão um pelo outro, agora é o momento em que todos devemos ter compaixão um pelo outro. Tente pelo menos reconhecer o que a outra pessoa está passando, só tenho muita tristeza. Então, o resultado final é que você acaba chorando no seu quarto de hotel. Ou no banheiro. Não há com quem conversar".

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