Trump
Reprodução/Twitter
Presidente pediu que norte-americanos evitem reuniões durante a pandemia

O presidente americano, Donald Trump, pediu nesta segunda-feira (16) que os americanos evitem se reunir em grupos de mais de 10 pessoas para evitar a propagação do novo coronavírus, mas disse que ainda não considera fechar fronteiras, como fez o Canadá, Itália e Espanha. O governo americano, que vinha sendo criticado pela demora em agir para conter a pandemia, divulgou novas diretrizes que incluem o fechamento de escolas e a restrição da circulação de pessoas em bares, restaurantes e praças de alimentação.

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Durante a coletiva, Trump descartou, por enquanto, medidas como uma quarentena nacional para restringir a circulação das pessoas em todas as cidades do país. Ele também afirmou que realizou o teste para a doença na última sexta-feira, e testou negativo.

"Meu governo recomenda que todos os americanos , incluindo os mais jovens e os mais saudáveis, evitem se reunir em grupos de mais de dez pessoas. Se todos fizerem mudanças críticas e sacrifícios agora comemoraremos como nação e derrotaremos o vírus", disse o presidente de uma entrevista na Casa Branca..

Quando questionado sobre rumores de que o país estaria pensando em fechar suas fronteiras, o presidente americano disse que isso não aconteceria por enquanto e acrescentou esperar que "não tenhamos que instituir um banimento de viagens domésticas".

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Na semana passada, em um pronunciamento na TV, Trump  suspendeu viagens da Europa para os EUA por 30 dias, afirmando que a medida conteria a entrada do coronavírus no país. Dias antes, quando anunciou a criação de uma força-tarefa contra o surto, cogitou fechar a fronteira americana com o México.

Segundo o último balanço divulgado nesta segunda-feira (16), o coronavírus já provocou a morte de 70 pessoas e infectou outras 4 mil no território americano.

Segundo Trump, a pandemia pode terminar em julho nos Estados Unidos. Ele alertou, no entanto, que a economia do país "pode estar" a caminho de uma recessão: "Portanto, me parece que, se fizermos um bom trabalho, as pessoas estão falando sobre julho, agosto, algo assim. Então eu estaria certo nesse período de tempo [a pandemia] terminaria completamente".

Sobre o cancelamento das eleições primárias democratas , previstas para esta terça-feira em quatro estados, Trump disse que cada estado deve decidir o que fazer: "deixo isso nas mãos dos estados, é algo importante adiar uma eleição. Mas acho que adiar é desnecessário".

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Quem defende o adiamento é o governador de Ohio, que ao lado da Flórida, Illinois e Arizona decidirá nesta terça quem será o candidato democrata. "É minha recomendação que seja adiada a votação presencial até 2 de junho de 2020", disse o republicano Mike DeWine.

Mais cedo, os governadores dos estados americanos de Nova York, Nova Jersey e Connecticut anunciaram conjuntamente a proibição de aglomerações de mais de 50 pessoas. Além disso, cassinos, academias e cinemas serão fechados, e restaurantes e bares só atenderão pedidos no sistema de delivery. Farmácias e postos de gasolina terão seus serviços mantidos.

O prefeito de Los Angeles, Eric Garcetti, emitiu ordens semelhantes. Qualquer restaurante, bar ou café que venda alimento só poderá fazê-lo pelo sistema de delivery, disseram autoridades. Miami, na Costa Leste, fecharão parte de suas praias públicas.

Vacina em teste

As autoridades de saúde dos Estados Unidos também anunciaram nesta segunda-feira que o primeiro teste em humanos para uma vacina contra o novo coronavírus foi realizado em Seattle. A pesquisa é capitaneada pelo Kaiser Permanente Washington Health Research Institute e envolve voluntários jovens e saudáveis. "O teste em estudo aberto incluirá 45 voluntários adultos saudáveis, com idades entre 18 e 55 anos, durante aproximadamente seis semanas", segundo comunicado oficial.

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Desenvolvida pela empresa de biotecnologia Moderna e pelo National Institutes of Health (NIH), a vacina (mRNA-1273) não contém o vírus. O objetivo do experimento é verificar se o medicamento tem efeitos colaterais.

Na entrevista, Trump citou a vacina, mas disse que os testes ainda estão em primeira fase: "temos os melhores especialistas do mundo. Esperamos que, em breve, estejamos de volta onde estávamos antes".

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