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Prévia em New Hampshire pode ser vital para escolha do candidato Democrata

Os candidatos do Partido Democrata disputam, nesta terça-feira, a segunda prévia para saber quem será o indicado da legenda para concorrer à Presidência dos Estados Unidos, em novembro. A votação acontece em New Hampshire e é chamada de primária.

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Diferentemente do caucus, como foi feito em Iowa na semana passada, o sistema neste estado norte-americano é mais parecido com o que existe no Brasil: cada eleitor escolhe o seu candidato por meio de uma cédula de papel, que é depositada em uma urna.

Entenda como funciona a votação: voto nos partidos

Como em New Hampshire as primárias democratas acontecem junto com as republicanas, o eleitor precisa fazer um cadastro antes da votação e indicar por qual partido irá votar. Ele só poderá escolher o candidato da legenda em que foi registrado — e receberá uma cédula do partido para colocar na urna.

O estado, porém, também aceita que as pessoas se declarem como "independentes", ou seja, que não têm ou ainda não definiram o seu partido. Isso quer dizer que esse eleitor poderá escolher, na hora da votação, de qual primária participará. Nem todos os estados americanos são assim, e por isso em New Hampshire a primária é chamada de "semiaberta".

Como é definido o 'vencedor'

O resultado da primária será convertido na quantidade de delegados que cada candidato levará para a Convenção Nacional Democrata, em julho, que definirá quem concorrerá contra o republicano Donald Trump pela Presidência. New Hampshire tem, ao todo, 24 delegados que são distribuídos proporcionalmente de acordo com o resultado geral no estado e em cada distrito.

Por causa disso, não necessariamente aquele que receber mais votos terá mais delegados, já que dependerá do desempenho dos candidatos em cada cidade. Vencerá quem se sair melhor no maior número de distritos.

Porque New Hampshire é importante

New Hampshire tem cerca de 1,3 milhão de habitantes, e a grande maioria da população é branca. Apesar de não ser um estado representativo para o restante dos Estado Unidos, suas primárias são importantes por serem a segunda prévia para definir quem será o candidato dos partidos.

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Assim como Iowa, os que saírem melhor na votação passam a receber mais atenção na mídia, mesmo se as pesquisas anteriores apontassem um desempenho não tão bom em relação aos outros concorrentes — como foi o caso de Pete Buttigieg, que aparecia entre o terceiro e o quarto lugares nas pesquisas, antes de surpreender ao ganhar o caucus da semana passada. Desta forma, a primária em New Hampshire define qual será o tom das campanhas e abre brecha para que aqueles que tiveram um mau desempenho na votação deixem a corrida eleitoral e passem a apoiar outro candidato.

Outro motivo para que essa primária seja importante está no número de eleitores "independentes" que estão aptos a participarem do pleito. Isso significa que o democrata que conquistar esse eleitorado neutro e vencer a prévia de New Hampshire estará chegando mais perto ao rótulo de candidato "mais viável" para concorrer contra Trump.

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