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Estado Islâmico comemorou a morte do general iraniano. Mas não fez nenhuma menção aos Estados Unidos ou Trump, responsável pelo ataque

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Tasnim News Agency/Mohmood Hosseini
Imagem do funeral do general Soleimani

O grupo terrorista Estado Islâmico comemorou a morte do general iraniano Qassem Soleimani, assassinado em um ataque aéreo dos EUA, informou a BBC  nesta sexta-feira (10).

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A publicação revela que, em um comunicado, os jihadistas descreveram a morte do comandante da Força Quds, unidade de elite da Guarda Revolucionária do Irã, "como um ato de intervenção divina que beneficiou" o Estado Islâmico.

Apesar de celebrar o ocorrido, o grupo, no entanto, não fez nenhuma menção aos Estados Unidos, responsável pelo ataque contra Soleimani, no aeroporto de Bagdá, no último dia 3 de janeiro.

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Soleimani, considerado um dos homens mais poderosos de Teerã, era um dos principais protagonistas na luta contra os terroristas em muitas áreas de crise do Oriente Médio. A decisão do presidente norte-americano, Donald Trump, de mandar matar o general iraniano desencadeou uma série de consequências.

A medida imediata foi tomada pela coalizão liderada pelos EUA que combate o Estado Islâmico, que suspendeu as operações no Iraque. Normalmente, as forças iraquianas assumem a maioria dos riscos em relações as operações contra os jihadistas, mas os militares americanos contribuem com treinamento e apoio logístico.

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No entanto, as tropas dos EUA, agora, têm como objetivo se defender e, portanto, estão confinados em suas bases, o que é mais uma motivo para o Estado Islâmico comemorar.

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