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Segundo a ministra interina das Relações Exteriores, os funcionários da Embaixada venezuelana se "intrometeram em assuntos internos do Estado"

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Reprodução/Twitter
Senadora Jeanine Añez assumiu a presidência da Bolívia em sessão legislativa sem quórum nesta terça-feira (12).

O novo  governo da Bolívia rompeu relações diplomáticas com a Venezuela e determinou a expulsão de todos os representantes de Nicolás Maduro no país.

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Segundo a ministra interina das Relações Exteriores da Bolívia , Karen Longaric, os funcionários da Embaixada venezuelana se "intrometeram em assuntos internos do Estado" e promoveram atos de violência durante os protestos da última semana.

"Na consciência de que há provas claras de que cidadãos venezuelanos foram descobertos em atos violentos na semana passada, o Ministério das Relações Exteriores enviará as acusações correspondentes à Embaixada venezuelana, declarando esses atos como hostis em relação ao governo boliviano", disse Longaric.

A ministra acrescentou que dará "tempo" para que o pessoal diplomático da Venezuela deixe o país. Sob os comandos de Evo Morales e Hugo Chávez, Bolívia e Venezuela se tornaram fiéis aliadas no projeto de uma América do Sul bolivariana.

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Após a queda de Evo, no entanto, a nova presidente Jeanine Áñez reconheceu a legitimidade do opositor Juan Guaidó como chefe de Estado venezuelano. A Bolívia também se retirou da Aliança Bolivariana para os Povos da Nossa América (Alba) e estuda deixar a União das Nações Sul-Americanas (Unasul).