Tamanho do texto

País concedeu asilo político ao ex-presidente da Bolívia nesta segunda. Ao desembarcar, Morales voltou a dizer que é vítima de um golpe de Estado

Evo Morales arrow-options
Reprodução/Twitter Chanceler mexicano Marcelo Ebrard
Evo Morales pediu asilo ao México nesta segunda-feira (12)

O ex-presidente da Bolívia Evo Morales desembarcou nesta terça-feira (12) no México, país que lhe concedeu asilo político. O avião militar fornecido pelo governo mexicano aterrissou por volta de 11h (horário local), após ter feito uma escala técnica no Paraguai e passado pelo espaço aéreo brasileiro.

Leia também: Congresso boliviano deve se reunir para acatar renúncia de Evo Morales

Ao desembarcar, Morales voltou a dizer que é vítima de um golpe de Estado . "É necessário continuar a luta, e estamos certos de que os povos do mundo têm o direito de se libertar e colocar fim à opressão, mas há grupos que não respeitam a vida nem a pátria", afirmou.

O ex-presidente também agradeceu ao México por ter "salvado sua vida". Morales governava a Bolívia desde janeiro de 2006, mas renunciou ao cargo no último domingo (10), após ter sido pressionado por sindicatos, pelas Forças Armadas e pela Polícia.

Ele tentava obter um quarto mandato nas urnas e chegou a ser declarado vencedor da eleição presidencial de 20 de outubro, mas o candidato de oposição, Carlos Mesa, não reconheceu o resultado e foi às ruas para protestar. Mesa logo foi ofuscado pelo popular líder fundamentalista cristão Luis Fernando Camacho , hoje a principal figura da oposição.

A Organização dos Estados Americanos (OEA) apontou irregularidades na apuração da eleição, e Morales chegou a convocar um novo pleito, mas não foi suficiente para evitar sua queda.

Leia também: Líder da ala radical na Bolívia esteve com chanceler de Bolsonaro em maio

Além de Evo Morales , também renunciaram o vice-presidente Álvaro García e os mandatários do Senado (Adriana Salvatierra) e da Câmara (Victor Borda), esvaziando a linha sucessória. O Parlamento se reunirá nesta terça para decidir o sucessor provisório de Morales, cujo partido, o Movimento ao Socialismo (MAS), domina dois terços do Legislativo.