Evo Morales falando ao microfone
Reprodução/Twitter/evoespueblo
Evo Morales foi reeleito, mas apuração das urnas foi contestada pela OEA

O comandante-chefe das Forças Armadas da Bolívia , o general Williams Kaliman, pediu neste domingo (10) que o presidente Evo Morales renuncie à presidência. "Após analisar a situação conflituosa interna, pedimos ao presidente de Estado que renuncie a seu mandato presidencial permitindo a pacificação e a manutenção da estabilidade, pelo bem da nossa Bolívia", disse o general Kaliman à imprensa.

O pedido das Forças Armadas ocorre em meio a uma série de protestos nas ruas após um processo eleitoral cercado de polêmicas. No resultado das eleições de 20 de outubro, Morales ficou em  47,07% do total de votos, ante 36,51% do rival Carlos Mesa . Por causa da diferença de mais de 10 pontos perceituais a mais, o atual presidente acabou sendo reeleito no primeiro turno.

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No final do mês passado, dez dias após as eleições, o governo da Bolívia e a  OEA  fecharam um acordo para a realização da auditoria da votação realizada no dia 20 de outubro. A oposição, liderada pelo candidato Carlos Mesa não reconhece a medida e afirma que os termos foram definidos unilateralmente, sem a presença de representantes da oposição e da sociedade civil.

Neste domingo (10), Morales chegou a dizer que convocaria novas eleições , mas mesmo assim os ânimos não se acalmaram na Bolívia. A tensão começou a crescer mais ontem, quando  policiais encarregados da segurança do palácio presidencial da Bolívia abandonaram o governo e disseram que não vão mais reprimir manifestantes que pedem a renúncia do presidente do cargo.

Ao todo, foram três unidades que se rebelaram: de Cochabamba (centro), Sucre (sudeste) e Santa Cruz (leste do pais).

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