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Protestos no Chile começaram após aumento das passagens do metrô de Santiago, mas outras demandas sociais foram inclusas nas manifestações

Agência Brasil

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Divulgação/Agência Brasil/Matt Campbell
Papa Francisco pede que solução para crise no Chile seja feita 'por meio do diálogo'

O papa Francisco disse, nesta quarta-feira (23), que acompanha com preocupação os protestos que ocorrem no Chile . "Faço votos de que, colocando fim às manifestações violentas, por meio do diálogo, os diferentes setores chilenos trabalhem para encontrar soluções, pelo bem de toda a população", disse o pontífice ao final da audiência geral.

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A audiência geral ocorreu nesta manhã, na Praça São Pedro, quando o  papa  dirigiu-se a milhares de peregrinos e fiéis, provenientes de diversas partes do mundo.

Protestos

Os protestos no Chile começaram na sexta-feira (18) depois do aumento do preço das passagens do metrô de Santiago – medida já suspensa pelo governo. Desde então, a população incluiu outras demandas sociais nas manifestações. Até o momento, 15 pessoas morreram . Por quatro noites consecutivas, as Forças Armadas decretaram toque de recolher.

Na noite de terça-feira (22), o presidente Sebastián Piñera fez um pronunciamento à nação para anunciar um pacote de medidas para melhorar a qualidade de vida da população e reconhecer a falta de visão.

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“Diante das necessidades legítimas e das demandas sociais dos cidadãos, recebemos com humildade e clareza a mensagem que os chilenos nos deram”, afirmou o presidente Piñera em cadeia nacional.

Já no sábado (19), os bispos chilenos divulgaram declaração afirmando que a liderança no país deve “compreender o profundo mal-estar das pessoas e das famílias, atingidas por medidas iníquas e decisões arbitrárias que dizem respeito à vida delas de cada dia e por práticas diárias que consideram abusivas, porque atingem sobretudo os grupos mais vulneráveis”.