Boris Johnson já perdeu o apoio do irmão e agora a ministra e deputada Amber Rudd deixou o governo
Boris Johnson no Parlamento
Boris Johnson já perdeu o apoio do irmão e agora a ministra e deputada Amber Rudd deixou o governo

O primeiro-ministro britânico  Boris Johnson  enfrentou neste sábado mais uma baixa na sua busca por um Brexit a qualquer custo . Após ser abandonado pelo próprio irmão Jo Johnson — que na quinta-feira anunciou sua renúncia aos cargos de ministro da Educação e de deputado pelo Partido Conservador por estar “dividido entre a lealdade à minha família e o interesse nacional” —, o premier viu neste sábado a deputada e ministra do Trabalho e Previdência,  Amber Rudd , deixar o governo e a legenda.

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No anúncio de sua saída, Rudd explicou que tomou a decisão por discordar da expulsão determinada por Johnson de colegas conservadores que votaram na última terça-feira a favor de lei que o obriga a pedir à União Europeia uma prorrogação do prazo para saída do Reino Unido do bloco caso não tenha fechado um acordo de transição para tanto até a data limite atual, 31 de outubro. Entre eles estão dois ex-ministros da Economia e Nicholas Soames, neto de Winston Churchill , primeiro-ministro que liderou o país na luta com os nazistas durante a Segunda Guerra Mundial.

“Renunciei ao Gabinete e deixei (de estar sob) o controle (do Partido) Conservador”, escreveu Rudd em sua conta na rede social Twitter. “Não posso ficar assistindo enquanto bons, leais e moderados conservadores são expulsos”, justificou, acrescentando que a retaliação de Johnson aos parlamentares constitui um “ataque à decência e à democracia”.

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Já na carta de renúncia enviada a Johnson, Rudd — que votou pela permanência do Reino Unido na UE no referendo de 2016 — acusa o premier de não estar de fato buscando um acordo para a saída do país do bloco.

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“Entrei em seu Gabinete de boa-fé: aceitei que (a opção) ‘sem acordo’ tinha que estar na mesa, pois ela seria um meio que teríamos para termos mais chances de fechar um novo acordo para a saída até 31 de outubro. Mas não acredito mais que sair com um acordo é o objetivo principal deste governo”, escreveu ao premier.

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