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Candidato favorito na Argentina defendeu conversa junto com México e Uruguai sobre a Venezuela: "Não se resolve com fuzileiros navais ou invasão"

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Reprodução/Twitter/alferdez
Alberto Fernández, candidato favorito à presidência na Argentina

O candidato favorito na Argentina , Alberto Fernández, disse que, se vencer em outubro, promoverá o diálogo com o presidente da Venezuela , Nicolás Maduro , ao lado de México e
Uruguai. Em uma entrevista ao canal local 13, Fernández rejeitou as exigências regionais para que Maduro renuncie, mas voltou a criticar o atual governo.

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"Não concordo com todas estas propostas a que parte dos latino-americanos fazem coro com Trump. O problema da Venezuela não se resolve com fuzileiros navais ou apoiando uma
invasão", disse, elogiando México e Uruguai. "Eu me uniria a eles para tentar achar uma solução para a Venezuela, uma que os próprios venezuelanos encontrem", acrescentou
Fernández .

Ao lado da ex-presidente e senadora Cristina Kirchner , Fernández derrotou o presidente Mauricio Macri com folga nas primárias no início deste mês, que servem como uma prévia da
votação de outubro, preparando o cenário de uma possível mudança política na região. O atual presidente reconheceu o líder opositor Juan Guaidó como líder legítimo da Venezuela,
como a maioria dos líderes regionais.

Fernandéz, por sua vez, vem tentando reforçar seu perfil moderado na tentativa de afastar temores sobre o futuro do país. Na entrevista, ele disse que o governo atual é
arbitrário, e citou o recente relatório elaborado pela ONU e apresentado por sua alta representante em matéria de Direitos Humanos, a ex-presidente socialista do Chile
MichelleBachelet (2006-2010 e 2014-2018).

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"Maduro tem um governo que caiu em muitas arbitrariedades. Me preocupou muito o que mostrou Bachelet em seu informe. É de uma gravidade singular", opinou Fernández .