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Atual presidente da Argentina traçou cenário catastrófico em caso de vitória do kirchnerismo e disse que vai reverter derrota obtida nas primárias

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Reprodução/Twitter/mauriciomacri
Macri redobra aposta no medo e promete reverter vantagem da oposição para ser reeleito na Argentina

O presidente da Argentina, Mauricio Macri, concedeu uma entrevista coletiva no Salão dos Povos Originários da Casa Rosada nesta segunda-feira (12), após uma reunião de gabinete. Durante a conversa com jornalistas, o presidente prometeu reverter o resultado desastroso que obteve nas primárias deste domingo (11), mas não explicou como o fará.

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Macri redobrou a aposta no medo e delineou um cenário catastrófico em caso de vitória do candidato peronista Alberto Fernández, que tem como vice a ex-presidente Cristina Kirchner , o que deve ser a tônica de sua campanha até o pleito no dia 27 de outubro.

Na entrevista coletiva, Macri fez referência à forte desvalorização do peso registrada nesta segunda-feira. Ele disse que “o problema maior é que a alternativa kirchnerista não tem credibilidade e confiança no mundo”, o que espanta investidores do país.

"O kirchnerismo deveria fazer uma autocrítica e resolver este problema. Há um problema grave entre o kirchnerismo e o mundo, que não confia que ele fará o que precisa fazer. Não é fácil, porque eles já governaram e têm que fazer algo diferente do que já fizeram antes", afirmou.

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O presidente argentino disse que, caso a oposição vença, “o passado mostra que muita gente não deixa o seu dinheiro neste país”.

"Não podemos voltar ao passado, porque o mundo vê isso como o fim da Argentina", ponderou. "Se se confirmar a vitória do kirchnerismo, o problema vai piorar. Essa é só uma amostra do que virá", acrescentou.

O atual presidente também prometeu vencer em outubro, mas não respondeu a pergunta de como fará isso, limitando-se a dizer que “as eleições de outubro serão uma boa oportunidade para mostrar que a mudança segue”.

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Nas primárias deste domingo, o presidente obteve 32,34% dos votos, frente a 47,36% de Alberto Fernández , que conta com a ex-presidente Cristina Kirchner como sua candidata a vice. O resultado foi muito pior para Macri do que o previsto e impõe um difícil cenário para evitar a vitória da oposição nas eleições de outubro.