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Pelo menos 20 pessoas morreram no domingo após colisão entre veículos; governo acusa célula terrorista de estar vinculada à Irmandade Muçulmana

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Divulgação
Para presidente do Egito, acidente foi "ato terrorista" ligado ao grupo Hasm

 O presidente egípcio, Abdel Fatah al-Sissi, classificou de "ato terrorista",  o choque entre vários veículos no Cairo,  que deixou cerca de 20 mortos em frente ao Instituto Nacional do Câncer, na noite de domingo (4). 

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À princípio, o incidente era tratado como um acidente de carro, que é relativamente comum no país. Nas redes sociais, nesta segunda-feira (5), no entanto, Sissi apresentou suas condolências "ao povo egípcio e às famílias dos mártires mortos no covarde incidente de origem terrorista ", e  prometeu erradicar "este terrorismo brutal".

A polícia atribuiu o ataque ao grupo Hasm. O governo acusa a célula terrorista, que surgiu em 2016 e reivindicou vários ataques desde então, de ser ligada à Irmandade Muçulmana  , que nega envolvimento com o grupo. 

Centenas de islamistas foram condenados à morte no Egito nos últimos anos, em julgamentos denunciados como enviesados pela ONU e organizações internacionais de direitos humanos, que acusam o regime de Sisi de ser ultrarrepressivo e de explorar a Justiça para reprimir a oposição.

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Segundo o Ministério do Interior, um veículo que circulava em grande velocidade se chocou contra três carros, provocando uma enorme explosão pouco antes da meia-noite de domingo.  O  carro havia sido roubado há alguns meses.

"O exame técnico inicial também mostrou que o carro continha explosivos, e a colisão levou à detonação deles", disse um comunicado do ministério. "Acredita-se que o carro estava se dirigindo para outro local para  execução de uma operação terrorista".

"O barulho foi de uma explosão extremamente alta, que não parecia ser de carros que colidaram", disse uma testemunha à Reuters.

Outra testemunha, que não quis se identificar, disse que o motorista fugiu antes de o veículo explodir. A explosão danificou o portão da entrada principal do hospital, a enfermaria e os quartos de alguns pacientes, de acordo com a Universidade do Cairo, cuja escola de medicina utiliza as instalações do instituto.

Ao menos 54 pacientes do hospital foram transferidos para outras instituições enquanto os bombeiros tentavam controlar as chamas. O Ministério da Saúde não informou se havia pacientes do hospital entre as vítimas.

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As forças de segurança egípcias vêm travando uma campanha contra militantes islâmicos, alguns com ligações com grupo terrorista Estado Islâmico, concentrados no norte da Península do Sinai . Os ataques fora do Sinai, no entanto, tornaram-se relativamente raros.