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Protestando contra o abuso de poder das forças de segurança, manifestantes se aglomeraram em frente a uma delegacia e atiraram ovos no edifício

Protesto reprimido em Hong Kong arrow-options
Reprodução/Twitter
Hong Kong tem registrado protestos pró-democracia, que vêm sendo reprimidos

A cidade de Hong Kong, pertencente à China, voltou a registrar confrontos entre a polícia e manifestantes pró-democracia nesta terça-feira (30), após rumores de que 44 pessoas haviam sido presas sob a acusação de "revolta" nos atos do último domingo (28).

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Movidos por slogans contra o abuso de poder das forças de segurança, centenas de cidadãos de Hong Kong se aglomeraram em frente a uma delegacia e atiraram ovos no edifício. A polícia usou spray de pimenta para dispersá-los.

Os protestos tiveram início no começo do junho, em reação a um projeto que autorizava a extradição de suspeitos de crimes para a China continental, mas continuaram após a chefe-executiva da ilha, Carrie Lam , desistir da nova lei.

Agora os manifestantes também pedem eleições diretas , a renúncia de Lam - que conta com apoio de Pequim - e uma investigação sobre o abuso de poder por parte da polícia.

Ex-colônia britânica, Hong Kong foi entregue pelo Reino Unido à China em 1997, com o princípio de "um país, dois sistemas", e possui um status semiautônomo, com suas próprias leis e mais liberdades civis do que no restante do território chinês.

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A onda de protestos remete à "Revolução dos Guarda-Chuvas", que, em 2014, manteve o centro de Hong Kong ocupado por 79 dias para pedir uma democracia plena. A China, por sua vez, acusa "atores externos" de encorajarem as manifestações para desestabilizar o território.