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Mais de 40 pessoas ficaram feridas na estação de Yuen Long; episódio pode acirrar ainda mais a tensão política que vem acontecendo no território

confusão no metrô de Hong Kong arrow-options
Reprodução/StandNews
Manifestantes foram atacados por homens armados com paus e barras de metal

Dezenas de manifestantes foram agredidos em uma estação de metrô na noite de domingo (21), em Hong Kong, em um episódio que pode acirrar ainda mais a tensão política no território que pertence à China. Mais de 40 pessoas ficaram feridas na estação de Yuen Long.
Elas foram atacadas por volta da meia-noite local, por um grupo de homens armados com paus e barras de metal.

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Os agressores vestiam camisetas brancas, enquanto as vítimas usavam roupas pretas, cor predominante na  manifestação que tomou conta novamente das ruas de Hong Kong no domingo, pedindo aberturas democráticas. A polícia local tem sido criticada pela demora em agir para conter as agressões e por falhar em proteger os manifestantes dos ataques da oposição.

O protesto de ontem foi o sétimo fim de semana consecutivo em que moradores do território se manifestaram contra o governo pró-Pequim. As manifestações começaram em junho, como reação a um projeto de lei que autorizaria pessoas acusadas por qualquer crime em Hong Kong a serem extraditadas para a China continental. Apesar do governo suspender o projeto devido às críticas, as manifestações continuaram.

Os manifestantes exigem a renúncia da chefe do Executivo de Hong Kong, Carrie Lam , que tem o apoio de Pequim, bem como a retirada definitiva do projeto de lei de extradições, uma investigação independente sobre a violência policial, a anistia das pessoas presas, entre outras demandas de cunho de abertura democrática.

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Agora, grupos contrários e favoráveis ao governo de Hong Kong se dividem pelas ruas. No sábado (20), os manifestantes que apoiam o governo e a polícia organizaram um ato próprio.