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Presidente defendeu mais uma vez a indicação do terceiro filho, que também é deputado, para ser embaixador nos EUA e citou amizade como argumento

Trump, Eduardo Bolsonaro e Jair Bolsonaro arrow-options
Reprodução/Instagram/Bolsonarosp
Para Bolsonaro, 'amizade' entre Eduardo e família Trump 'não tem preço'

Em cerimônia dos 200 dias do seu governo nesta quinta-feira (18), o presidente Jair Bolsonaro (PSL) voltou a defender, mais uma vez, a indicação de seu terceiro filho, o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL-SP), para ser embaixador do Brasil nos Estados Unidos.

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Bolsonaro disse que a amizade de Eduardo com a família de Donald Trump "não tem preço". "A amizade que ele (Trump) e a sua família tem pelo meu filho, não tem preço", disse o presidente.

No Palácio do Planalto, o pesselista discursou para uma plateia de ministros e autoridades, incluindo o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP). Caso cumpra a promessa de indicar o filho, os senadores precisam aprovar o nome de Eduardo.

"O meu filho Eduardo ia sair do Brasil. Aí eu estimulei: presta um concurso. Passou para a Polícia Federal. Já falava inglês e espanhol. Enquanto aguardava o recrutamento, ele fez o intercâmbio", disse o presidente.

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Bolsonaro voltou a citar os afazeres de Eduardo enquanto esteve no exterior e afirmou que não patrocinou a sua estadia nos Estados Unidos. "E ele então foi para fritar hambúrguer e entregar pizza nos Estados Unidos", lembrou.

O presidente relatou ainda o momento em que esteve com o presidente americano na Casa Branca. Segundo ele, o anfitrião convidou Eduardo Bolsonaro para participar da conversa.

Após a cerimônia, Davi Alcolumbre falou sobre o discurso de Bolsonaro. Ele disse não ter interpretado a fala como um apelo para que Senado aprove a indicação.

"Ele não está fazendo um apelo público. Ele está falando isso desde que o dia que ele criou desejo de fazer a indicação do deputado Eduardo. Ele tem falado constantemente sobre isso. Na solenidade ele falou novamente e eu reitero a minha manifestação. Eu vou aguardar a mensagem, porque todos todos nós estamos falando sobre uma especulação de uma mensagem", afirmou Alcolumbre.

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Perguntado se havia possibilidade de que o voto para a ocasião fosse aberto, o presidente do Senado ressaltou que a regra impõe o voto fechado. "Não tenho esse conhecimento, porque se tiver esse movimento para abrir o voto vai ter que abrir para todas as autoridades", avaliou Alcolumbre sobre Eduardo Bolsonaro .

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