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Grupo foi preso em operação realizada em parceria com a agência americana de combate a drogas (DEA)

Ampolas de opioide fentanil arrow-options
Divulgação/PF
Em operação deflagrada nessa terça-feira (16), a Polícia Federal prendeu três funcionários da Santa Casa por envolvimento com tráfico internacional.

Nesta terça-feira (16), a Polícia Federal, em parceria com a agencia americana de combate a drogas (DEA), deflagrou a operação Ampulla. O procedimento tinha como objetivo desarticular uma quadrilha de funcionários que desviava remédios da Santa Casa de Misericórdia, em São Paulo, para revender nos Estados Unidos.

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Segundo nota divulgada pela Polícia Federal, o grupo de funcionários desviava  opioide Fentanil , um forte anéstesico que é misturado com heroína e cocaína para potencialização. A mistura é perigosa e pode levar o consumidor à morte.

Caixa de ampolas
Divulgação/PF
Caixa com ampolas de opioide fentanil, que era desviado da Santa Casa por funcionários.

Cerca de 40 policiais participaram da operação, cumprindo oito mandatos de prisão e nove de busca e apreensão nas cidades de São Paulo, Itanhaém (SP), São José (SC), Tijucas (SC) e Florianópolis (SC).Um dos mandatos de prisão teve como alvo um morador de Florianópolis que havia sido preso recentemente nos EUA por tráfico de fentanil.

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A troca de informações entre os órgãos policiais permitiu rastrear encomendas e negociações do fármaco, o que levou a apreensão de 2.622 ampolas de fentanil em Balneário Camboriú (SC). Analisando as unidades apreendidas, a PF descobriu que algumas pertenciam à Santa Casa de Misericórdia , em São Paulo. 

Com o decorrer da investigação, a PF confirmou que três funcionários do hospital estavam envolvidos no desvio da droga para o tráfico internacional. Além disso, o trio também teria se envolvido no desvio de outros medicamentos de uso controlado, que estavam sendo comercializados ilegalmente. 

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Os funcionários presos irão responder pelos crimes de tráfico internacional de drogas e associação para o tráfico. Somadas, as penas máximas para as infrações podem levar o trio a ser condenado a mais de 30 anos de prisão.