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James Fields foi sentenciado à prisão perpétua pela segunda vez por ter matado uma pessoa e ferido outras 28 durante manifestação em 2017

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Reprodução
Neonazista que atropelou manifestantes nos EUA recebe nova condenação

O neonazista James Fields, de 22 anos, condenado à prisão perpétua por ter atropelado manifestantes em Charlottesville, no estado norte-americano da Virgínia, em abril de 2017, recebeu nesta segunda-feira (15) uma segunda condenação e foi obrigado a pagar uma multa de US$ 480 mil (cerca de R$ 1,8 milhão).

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O juiz Richard Moore, responsável pela sentença, afirmou nunca ter se envolvido num caso no qual tantas pessoas foram machucadas por um único indivíduo. Durante um protesto de supremacistas brancos , batizado de “Unite the Right” (“Una a direita”), o neonazista avançou sobre um grupo que protestava contra a realização da manifestação, matando a garçonete Heather Heyer, de 32 anos, e ferindo outras 28 pessoas.

"Sr. Fields, o senhor merece a sentença que recebeu do júri", afirmou Moore. "O que o senhor fez foi um ato de terror. O veredicto de hoje se baseia no que você fez. Não foi uma ação decorrente do calor do momento", acrescentou.

Em dezembro do ano passado, quando recebeu sua sentença inicial, Fields e seus advogados negociaram uma condenação que o livraria da pena de morte. O neonazista foi condenado à prisão perpétua sem oportunidade de condicional após se declarar culpado de acusações de crimes de ódio num tribunal federal. Nesta segunda, Fields recebeu uma segunda condenação, desta vez a 419 anos de reclusão, da corte estadual da Virgínia.

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Muitas vítimas estavam presentes na audiência em Charlottesville , e descreveram os efeitos do ataque em suas vidas, como April Muñiz, que diz sofrer com pesadelos desde o atropelamento em abril de 2017.

"Olá, sua escória", afirmou Star Peterson, que foi ferida no ataque, se dirigindo a Fields. "Você parece um covarde agora que não está atrás do volante de um automóvel", completou.

Durante o julgamento no tribunal federal, foi descrito pelo agente especial do FBI Wade Douthit como um “perigoso supremacista branco”, que tratou uma viagem ao campo de concentração de Dachau, na Alemanha, como “uma visita à Disneylândia”.

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Após o ataque do neonazista , o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump , foi alvo de uma chuva de críticas ao afirmar que a manifestação teve exemplos de violência “em ambos os lados”.

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