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Matteo Salvini anunciou que expulsaria imediatamente Carola Rackete do país, depois dela ter forçado a entrada de um navio de resgate humanitário

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Sea-Watch
"Decidi entrar no porto. Sei o que risco que estou tomando, mas os 42 náufragos a bordo estão esgotados. Vou levá-los a um lugar seguro", disse a capitã do navio

Detida brevemente por ter forçado a entrada de um navio de resgate humanitário em águas da Itália, a capitã Carola Rackete teve que se esconder depois de ter sido solta pela Justiça do país europeu na terça-feira. Ela é alvo de ameaças por ter desafiado a proibição de desembarque do ultraconservador ministro do Interior, Matteo Salvini, ao levar 42 migrantes que estavam a bordo da embarcação Sea-Watch 3 para a ilha de Lampedusa, no Mediterrâneo.

Segundo a ONG Sea Watch, a alemã de 31 anos "se encontra num lugar secreto devido ao grande número de ameaças recebidas" por ter levado migrantes ao país. Não está claro se ela já deixou ou não a Itália, depois que Salvini anunciou publicamente que a expulsaria do país imediatamente após a sua soltura da prisão domiciliar.

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Os migrantes e refugiados a bordo do Sea-Watch 3 puderam desembarcar em Lampedusa e serão transferidos a diferentes países da União Europeia (UE).

Na terça-feira, a Justiça italiana determinou a libertação da capitã , considerando que ela não violou a lei. Segundo a juíza Alessandra Vella, Carola estava cumprindo o seu dever de proteger vidas e, portanto, não cometeu ato de violência.

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