Tamanho do texto

Outras 130 pessoas ficaram feridas; nenhum grupo assumiu autoria, mas governo da Líbia atribuiu ofensiva a milícia chamada Exército Nacional

Escombros do centro de migrantes bombardeado
Reprodução/Twitter Vincent Cochetel
Migrantes que estavam no centro chegaram à Líbia para tentar ir para a Itália

Pelo menos 40 pessoas morreram e outras 130 ficaram feridas nesta terça-feira (2) durante um ataque aéreo a um centro de detenção para migrantes clandestinos na Líbia. Em um comunicado, o governo atribuiu o atentado a forças do Exército Nacional da Líbia, uma milícia liderada pelo general Khalifa Haftar.

Leia também: México investiga compra de bebês migrantes em esquema para entrar nos EUA

De acordo com a imprensa, o ataque aconteceu em um centro que funcionava em um hangar em Tajoura, próximo a Trípoli, capital da Líbia. O local abrigava migrantes de outras regiões da África. Até o momento, porém, a nacionalidade das vítimas não foi divulgada. Segundo o porta-voz dos serviços de emergência, Osama Ali, dentro do centro estavam mais de 120 migrantes. No entanto, ainda não se sabe a quantidade correta de pessoas.

A Líbia é um dos principais países onde milhares de pessoas de nações mais pobres da África ou do Oriente Médio tentam fazer a travessia para a Itália, apesar do governo italiano ter endurecido as políticas migratórias.

Leia também: Capitã de navio sofre ameaças e se esconde após levar 42 migrantes à Itália

O ministro das Relações Exteriores da Itália, Enzo Moavero, lamentou a ofensiva que provocou a morte de dezenas de pessoas, incluindo mulheres e crianças. "Outra tragédia que mostra o impacto atroz da guerra contra a população civil", afirmou. "A condenação clara do bombardeio indiscriminado de áreas civis é acompanhada por um apelo para deter o agravamento das hostilidades que continuamente coloca vidas humanas em perigo e destrói infraestruturas essenciais para a população", acrescentou o italiano.

Leia também: China acusa EUA de interferência e critica protestos em Hong Kong

Para o governo da Itália, "medidas sérias devem ser garantidas imediatamente", principalmente para proteger os civis e, em particular, transferir os migrantes que estão em instalações de coleta para lugares que ficarão sob a proteção das Nações Unidas".