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Pedido milionário foi feito por cinco vítimas, que exigem o pagamento de 5 milhões de euros; abusos foram há 20 anos, quando vítimas eram crianças

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Hoje, o papa Francisco nomeou o bispo Michel Dubost ao cargo de administrador apostólico da arquidiocese de Lyon, na França, em substituição a um homem acusado de encobrir casos de pedofilia

Uma associação de vítimas de pedofilia da Itália pediu 5 milhões de euros à diocese de Savona, na região da Ligúria, como indenização a cinco pessoas que teriam sido vítimas de abusos sexuais cometidos pelo sacerdote Nello Giraudo.

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Os abusos teriam ocorrido há cerca de 20 anos. Hoje adultas, as cinco vítimas teriam sido abusadas quando eram crianças, logo configurando pedofilia . Três delas foram retiradas de suas famílias pelos serviços sociais da Itália e entregues para tutela ao sacerdote.

O processo foi aberto pelas cinco vítimas, com apoio da associação Rede de Abuso, alegando que os bispos da diocese tinham conhecimento dos crimes e não agiram para proteger as crianças nem para denunciar as irregularidades. As vítimas alegam que a preocupação da diocese era apenas a manter a própria reputação.

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O processo vem sete anos após Nello Giraudo ser condenado por um tribunal italiano por pedofilia. No entanto, naquela sentença, não foi determinado nenhum pagamento pelos danos às vítimas. A primeira audiência do caso está marcada para 15 de novembro. A diocese não comentou o assunto.

França

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Nesta segunda-feira (24), o papa Francisco nomeou Michel Dubost, bispo emérito de Evry-Corbeil-Essonnes, ao cargo de administrador apostólico da arquidiocese de Lyon, na França. Ele substituirá Philippe Barbarin, que é acusado de encobrir casos de pedofilia no país e, pressionado pelo escândalo, apresentou sua renúncia ao posto.