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Ciberataques teriam como alvo agentes de inteligência do regime iraniano que estariam por trás das explosões contra dois navios norte-americanos

donald trump
Flickr/The White House
Os ciberataques começaram no mesmo dia em que Donald Trump cogitou lançar mísseis contra o território do Irã

Os Estados Unidos lançaram na última quinta-feira (20) uma série de ciberataques contra o Irã, segundo publicado neste domingo (23) pelo jornal The New York Times . Os ataques teriam como alvo agentes de segurança e inteligência do regime iraniano, quem Washington acredita que esteja por trás das explosões contra dois petroleiros no Golfo de Omã .

Os ciberataques começaram no mesmo dia em que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, cogitou lançar mísseis contra o território do Irã , mas desistiu. De acordo com fontes ouvidas pelo jornal, os ataques cibernéticos afetaram os sistemas informáticos de lançamentos de mísseis do Irã. Mas, segundo especialistas, é difícil mensurar os danos.

Estados Unidos e Irã vivem uma escalada de tensão desde o ano passado, quando Trump abandonou o acordo nuclear assinado em 2015 com Teerã. Neste mês de junho, dois petroleiros explodiram no Golfo de Omã, e os Estados Unidos acusaram o Irã pelo ataque. Em seguida, o regime iraniano derrubou um drone de vigilância norte-americano .

Além dos incidentes, as autoridades de ambos os países têm trocado declarações de ameaças. Durante uma sessão do Parlamento iraniano, deputados entoaram palavras como "morte à América". "A América é o verdadeiro terrorista que difunde o caos, fornece armas avançadas aos grupos terroristas e agora vem e diz: 'vamos negociar'", ironizou o vice-presidente do Parlamento, Masoud Pezeshkian.

Último episódio

Neste sábado (22), o governo do Irã  mandou executar um ex-funcionário do Ministério da Defesa do país sob a acusação de espionagem para a CIA, a Agência Central de Inteligência dos Estados Unidos. As informações foram divulgadas por uma agência de notícias iraniana e posteriormente replicadas pela  Reuters .

Jalal Hajizavar foi executado na prisão de Rajai Shahr, a cerca de 50 km de Teerã, capital do  Irã . Ele trabalhou na organização aeroespacial do ministério iraniano, tendo deixado o cargo há nove anos. Hajizavar foi condenado por um tribunal militar após uma investigação descobrir equipamentos de espionagem e documentos em sua casa.

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