Tamanho do texto

Jalal Hajizavar foi condenado por um tribunal militar após uma investigação descobrir equipamentos de espionagem e documentos dentro de sua casa

bandeira do irã
Reprodução
Jalal Hajizavar foi acusado pelo governo do Irã de atuar como espião para a CIA, a Agência Central de Inteligência dos EUA

O governo do Irã mandou executar neste sábado (22) um ex-funcionário do Ministério da Defesa do país sob a acusação de espionagem para a CIA , a Agência Central de Inteligência dos Estados Unidos. As informações foram divulgadas por uma agência de notícias iraniana e posteriormente replicadas pela Reuters .

Jalal Hajizavar foi executado na prisão de Rajai Shahr, a cerca de 50 km de Teerã, capital do Irã . Ele trabalhou na organização aeroespacial do ministério iraniano, tendo deixado o cargo há nove anos. Hajizavar foi condenado por um tribunal militar após uma investigação descobrir equipamentos de espionagem e documentos em sua casa.

A execução acontece dois dias depois de a Guarda Revolucionária do Irã  ter derrubado um "drone espião" norte-americano que teria violado seu espaço aéreo. O comandante-chefe da Guarda, Hossein Salami, disse que o ataque carrega um ataque a Washington. 

"A derrubada do drone norte-americano foi uma clara mensagem para os EUA . Nossas fronteiras são o último limite e nós vamos reagir com veemência contra qualquer agressão", garantiu Salami. "O Irã não está em busca de uma guerra com qualquer país, mas estamos completamente preparados para defender o Irã".

EUA x Irã

O relacionamento entre os dois países é historicamente difícil, mas registra uma piora crescente desde maio de 2018, quando o presidente Donald Trump anunciou a retirada do acordo nuclear negociado em 2015 . Na ocasião, o Irã se comprometeu a não produzir a bomba atômica em troca dos benefícios econômicos que esperava obter com o fim das sanções então vigentes da ONU (Organização das Nações Unidas), da União Europeia e dos EUA.

As sanções europeias e as impostas pelo Conselho de Segurança das Nações Unidas foram suspensas, mas, dado o poder do dólar e do sistema financeiro americano, a volta das sanções de Washington acabou atingindo o comércio e os investimentos no Irã de empresas de outros países, incluindo as europeias. 

O medo de um conflito armado ganhou forças na semana passada, quando os norte-americanos acusaram Teerã de atacar dois navios petroleiros no Estreito de Ormuz . A Casa Branca já havia culpado os persas por incidentes similares em quatro navios no mês passado. O Irã nega seu envolvimento nos ataques.

    Leia tudo sobre: Donald Trump