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Ratificando acusações americanas, embaixador britânico divulgou um comunicado na sexta-feira (14) culpando o Irã por ataques a petroleiros

O Irã convocou neste sábado o embaixador britânico em Teerã a prestar explicações depois que Londres culpou o país por ataques a petroleiros no Golfo de Omã, informou a agência semioficial de notícias ISNA.

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Jeremy Hunt
Wikimedia Commons
Secretário de Relações Exteriores britânico Jeremy Hunt, convocado pelo Irã a prestar explicações sobre acusação

“Durante a reunião com a autoridade do Ministério do Exterior do Irã, o Irã condenou veementemente as alegações infundadas e criticou a postura inaceitável da Grã-Bretanha em relação aos ataques no Golfo de Omã”, afirmou a agência.

O embaixador foi solicitado para explicação e correções depois que a Grã-Bretanha foi a única nação a repetir as acusações dos EUA, informou a ISNA. Entretanto, um funcionário do Ministério das Relações Exteriores britânico disse que o relatório estava errado e que o embaixador não foi convocado.

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O secretário de Relações Exteriores britânico, Jeremy Hunt, divulgou um comunicado na sexta-feira culpando o Irã e seu Corpo dos Guardas da Revolução Islâmica pelos ataques , dizendo que nenhum outro Estado ou ator não estatal poderia ter sido responsável. Teerã negou qualquer envolvimento na operação.

Os ataques aumentaram o temor de um confronto na rota vital de transporte de petróleo do Estreito de Ormuz, em um momento de crescente tensão entre o Irã e os Estados Unidos.

'Não hesitaremos', diz príncipe saudita. Em sua primeira declaração sobre as tensas relações com o Irã após os ataques, o príncipe herdeiro do trono saudita, Mohammed bin Salman, afirmou que “não hesitará” em responder às ameaças contra o reino.

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"Não queremos uma guerra na região", afirmou o príncipe em entrevista ao diário árabe Asharq al-Awsat. "Mas não hesitaremos em enfrentar qualquer ameaças a nosso povo, nossa soberania, nossa integridade territorial e nossos interesses vitais."