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Fundador do WikiLeaks participou por vídeo da sessão; australiano enfrenta 18 acusações nos Estados Unidos e poderá enfrentar prisão perpétua

Assange
Reprodução/Ansa
Se extraditado para os EUA, Assange poderá enfrentar punições mais severas

A audiência para decidir se Julian Assange, fundador do WikiLeaks, deverá ser extraditado para os Estados Unidos, onde enfrenta acusações de espionagem, acontecerá em fevereiro de 2020, segundo decisão de tribunal britânico.

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Durante uma sessão que contou com a participação de Assange por vídeo, a juíza Emma Arbuthnot ordenou "uma audiência de cinco dias em fevereiro, provavelmente a partir de 24 de fevereiro", anunciou um porta-voz da Corte de Magistrados de Westminster. Um pequeno grupo de manifestantes contrários à extradição do australiano organizou um protesto na frente do fórum enquanto a audiência acontecia.

Washington acusa Assange de ter publicado ilegalmente os nomes de fontes secretas em 2010, quando o WikiLeaks divulgou mais de 250.000 telegramas diplomáticos e cerca de 500.000 documentos confidenciais sobre as atividades do Exército americano no Iraque e no Afeganistão. Ele também é acusado de conspirar com a ex-analista militar Chelsea Manning para obter acesso a informações confidenciais. No total, ele enfrenta 18 acusações criminais nos EUA.

Caso o pedido de extradição americano seja concedido, Assange poderá enfrentar prisão perpétua ou até pena de morte.

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O australiano está atualmente cumprindo uma sentença de 50 semanas na Inglaterra por violação de sua liberdade condicional. Acusado de estupro na Suécia, Assange passou sete anos abrigado na embaixada do Equador na capital britânica para evitar seu envio para o país nórdico. No dia 3 de junho, um  tribunal sueco rejeitou um pedido de prisão apresentado pelo Ministério Público do país, alegando que uma ordem de prisão seria "desproporcional".