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Consulta interna republicana mostra Joe Biden, ex-vice de Obama, na frente; outra pesquisa mostra ainda que Trump perderia para seis democratas

Donald Trump
Divulgação
Trump não gostou das pesquisas eleitorais que o mostram em segundo lugar

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, foi ao Twitter na manhã desta quarta-feira (12) para reclamar de um de seus alvos favoritos: o New York Times . Em uma matéria publicada na terça-feira (11), o jornal divulgou detalhes de uma pesquisa interna encomendada pela campanha de reeleição do republicano, que deverá ser lançada oficialmente no próximo dia 18 visando as eleições de 2020.

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Trump , segundo a reportagem, estaria atrás de Joe Biden, vice-presidente durante o mandato de Barack Obama e principal candidato à indicação do Partido Democrata, nos 17 estados onde a pesquisa foi conduzida.

"As Fake News nunca foram mais desonestas do que hoje. Ainda bem que podemos revidar nas redes sociais. Sua nova arma são pesquisas falsas, também chamadas de pesquisas de supressão (elas suprimem números). Já existiam em 2016, mas agora são piores", tuitou o presidente dos EUA.

"Os veículos de comunicação (corruptos) falsos dizem ter um furo sobre uma sondagem realizada pela minha campanha que, a propósito e apesar da falsidade e da contínua caça às bruxas, são os melhores números que já tivemos. Eles noticiam falsos números que foram inventados e nem sequer existem. Vamos ganhar outra vez!", acrescentou em sua rede oficial.

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A pesquisa teria sido conduzida por Tony Fabrizio, especialista em pesquisas da campanha para a reeleição de Trump , em diversos estados que o presidente precisaria ganhar para garantir mais quatro anos de mandato. Segundo o jornal nova-iorquino, o presidente teria dito para seus conselheiros negarem os resultados que o mostram em segundo lugar em estados críticos do "Cinturão da Ferrugem", área afetada pela decadência industrial que ajudou a elegê-lo em 2016.

Uma pesquisa eleitoral da Universidade Quinnipiac University teria um resultado ainda mais arrasador, ao mostrar o republicano atrás de seis candidatos democratas, com as diferenças variando entre 5 e 13 pontos percentuais, de acordo com mostragem baseada em 1.214 entrevistas no país.

Biden apresenta a maior vantagem sobre o presidente, com 13 pontos à frente. Em seguida, o senador Bernie Sanders apresenta nove pontos a mais do que Trump. As senadoras Kamala Harris e Elizabeth Warren têm nove e oito pontos respectivamente a mais do que o republicano. Já o prefeito Pete Buttigieg e o senador Cory Booker têm cada um cinco pontos a mais do que o presidente.

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Os pesquisadores alertam que ainda é cedo para tirar conclusões, até porque em 2016 a maioria das consultas apontavam Hillary Clinton na frente de Trump . Ao final da eleição, ela venceu no voto popular, mas perdeu no Colégio Eleitoral.