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Apesar de defender Maduro, o presidente da Rússia afirmou que não vai mais fornecer armas à Venezuela e rechaçou uma intervenção militar no país

Vladimir Putin
Divulgação/Kremlin - 28.3.18
Putin criticou a maneira como Juan Guaidó diz ter chegado ao poder

O presidente da Rússia, Vladimir Putin, afirmou nesta quinta-feira (6) que não fornece mais armas para a Venezuela. No Fórum Econômico de São Petesburgo, ele disse que Juan Guaidó é uma "pessoa simpática", mas que apenas "loucos" o apoiam.

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"Se aceitarmos como normal tal modo de subir ao poder, haverá caos em todo o mundo. Vamos eleger desta maneira um presidente nos EUA ou em qualquer outro país, o premier no Reino Unido, o presidente na França? O que acontecerá? Gostaria de perguntar a quem apoia tudo isso: vocês ficaram loucos?", questionou Putin em referência ao autoproclamado presidente interino da Venezuela.

Mais cedo, em encontro com agências internacionais em São Petersburgo, o mandatário russo afirmou que vendia armamentos ao país latino, mas que agora a parceria se resume à manutenção dos equipamentos.

"Isso é uma coisa que devemos fazer, é estipulado por contrato, mas não temos um posto avançado militar na Venezuela", disse, acrescentando que a Rússia não está deslocando forças para apoiar o regime de Nicolás Maduro .

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A Rússia tem se colocado ao lado de Maduro e contra Guaidó na disputa pelo poder, mas Putin rechaçou a possibilidade de invervir militarmente no país. "Até os aliados dos Estados Unidos, pelo que sei, não apoiam uma intervenção militar na Venezuela, e isso é bom", declarou.