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Conservador pró-Brexit é o mais cotado para assumir cargo de premier

Trump
Reprodução/Twitter
Boris Johnson não receberá Trump, que visita o Reino Unido

Apesar de ter sido apontado por Donald Trumpcomo seu franco favorito para governar o Reino Unido , o conservador Boris Johnsonrejeitou um encontro com o presidente americano durante sua visita a Londres, de acordo com a imprensa local. O ex-chanceler britânico já teria outro compromisso na agenda.

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Trump elogiou Johnson pouco antes de chegar ao Reino Unido para uma visita de Estado iniciada na segunda-feira. A bordo do Air Force One, afirmou que o candidato a premier faria "um ótimo trabalho" no cargo. O britânico é um líder dos defensores da saída do Reino Unido da União Europeia (UE).

Uma fonte disse à agência Reuters que Trump havia proposto o encontro com o ex-chanceler. Mas o contato entre os dois se limitou a um telefonema "amigável e produtivo", segundo a fonte.

Johnson tem prevista para esta terça-feira um evento com outros candidatos à liderança do Partido Conservador. O escolhido deverá suceder a demissionária premier Theresa May , que deixa o cargo pelo fracasso nas negociações do Brexit.

Enquanto se preparava para a visita, Trump ainda aconselhou o Reino Unido a sair da UE sem acordo e a "dar calote" no bloco europeu. Segundo ele, o ultraconservador Nigel Farage deveria conduzir as conversas com Bruxelas.

Ao decidir deixar a UE, o Reino Unido aposta em uma relação comercial fortalecida com os Estados Unidos, possivelmente com um acordo de livre comércio. No entanto, como o protecionismo tem sido a marca do governo de Trump , que abriu guerras comerciais com vários países, analistas vêm advertindo para os riscos da aposta dos britânicos pró-Brexit, afirmando que Washington pode impor a Londres um acordo desfavorável.

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O Brexit foi aprovado pelos britânicos em referendo de 2016, por 52% a 48% dos votos. A saída da União Europeia estava originalmente prevista para o dia 29 de maio deste ano, mas foi adiada para 31 de outubro depois que o Parlamento britânico não aprovou o acordo de transição negociado por May com os demais dirigentes europeus.