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Juan Orlando Hernández revogou na segunda-feira decretos que vêm provocando protestos violentos contra seu governo nos últimos meses

Manifestações em Honduras
Reprodução/Twitter
Apesar de recuo de presidente de Honduras, manifestantes voltaram às ruas

A decisão do presidente de Honduras, Juan Orlando Hernández , de revogar os decretos que provocaram protestos violentos contra seu governo nos últimos dias não foi suficiente para impedir que os manifestantes voltassem às ruas na segunda-feira (3). As manifestações, que começaram há quase um mês atraindo dezenas de milhares de pessoas, se intensificaram nos últimos 10 dias.

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O presidente anunciou o recuo à meia-noite de domingo (2), depois de se reunir com líderes trabalhistas para anular as resoluções que criaram comissões especiais com poder de transformar e reestruturar os setores de saúde e educação. Os críticos temiam que as políticas levassem à privatização dos serviços públicos em Honduras .

Hernández, no entanto, não se encontrou com representantes da Plataforma de Defesa para Educação e Saúde Pública, que lidera os protestos. Na segunda-feira, manifestantes voltaram a bloquear ruas das cidades hondurenhas e queimaram pneus.

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"Estamos lutando para evitar a privatização dos serviços de educação e saúde, o que vem sendo tentado por meio de decretos e leis dos poderosos, colocando em risco a população de um país pobre", disse Edwin Hernandez, líder da Plataforma.

Hospitais públicos e escolas foram prejudicados pelas manifestações dos últimos meses. As aulas em escolas públicas chegaram a ser suspensas por cerca de três semanas, e consultas em centros de saúde também foram paralisados por um mês.

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Hernández tem estado sob pressão desde que mudou as regras para permitir que concorresse a um segundo mandato nas eleições de Honduras em 2017. Ele acabou vencendo a disputa, numa eleição duramente criticada por observadores internacionais.